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Mostrando postagens de Outubro 24, 2014

Para sua consciência:

A histeria de hoje, muito compenetrada no seu papel de para sempre por algumas horas, rasgou tudo que a histeria de ontem escreveu para se lembrar no dia seguinte.


Tinha uns ares em que passarinho algum ousava bater asas. Quando muito, eram ares que permitiam aos passarinhos andar de cabeça baixa, olhando para o chão e contando as pedras do calçamento.


Não sabia rir. Mas tinha uma prima muito risonha. Pediu que lhe ensinasse.
- Faz assim, ó.
Não deu certo.
- Então faz assim.
Também não deu certo.
- Só sei mais um jeito. Se não der, desisto.
Claro que não deu. Voltou para casa pensando em quem na família também era risonho como a prima.


Dentro da esperança mora uma alucinação que às vezes faz um bem muito grande e outras vezes é apenas uma alucinação.


- Não tem nada pra dizer.
- Mas fala como se tivesse.
- Não é o que todo mundo faz?


De alguma forma a forma chegou ao conteúdo e apresentou uma penca de reivindicações. O conteúdo se conteve, teve tudo para se irritar mas não. Como cabe a…