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Mostrando postagens de Dezembro 15, 2014

Dueto da tarde [XIII]

Deixe do jeito que veio; aquela flecha no peito e a sensação de ar fresco;
O destino destina-se malucamente, mas sabe o que faz malucamente.
O arrebol, belo e deslumbrante, bateu em seu semblante e tornou-se mais vermelho
Aceitar as pequenas dádivas, remoer as pequenas mágoas, decidir aqui ou lá, ir adiante com o sol no semblante.
Nossa! são os dias sagrados; nossa! nada de errado na sua companhia.
O que veio do céu deixe do jeito que veio. O que veio da terra deixe do jeito que veio. Aquela flecha no peito é o ar que você respira,
É meu mundo no seu que gira e transforma-se numa folia, num novo preito.
Se é dádiva ou se é mágoa, os seus olhos acabarão me contando
E no final dos tempos restarão lembranças, versos e as horas, correndo velozmente em alinhamento, correndo sem pressa e julgamento
Para os braços do que veio do céu, para os braços do que veio da terra.

Rogério Camargo e André Anlub®
(15/12/14)

Dueto da tarde (XII)

Publicação by L&PM Editores.
Dueto da tarde (XII)
Andava sobre as águas ou sobre alguma coisa que as águas diziam ser, Embrião de certo ancestral que vivia num tempo medieval, ou num que fazia jus a crer... Tudo por ali se escoava porque águas escoam, se lhes é permitido E no mesmo sentido a pureza norteia e desfaz o vil “umbigo” que a grandeza diz ter. Ter, ter. Se a grandeza tem de fato não é o ato de dizer nem o de esconder ou de prometer que garante às águas o que as águas garantem, e seguem nada errantes, buscando o conforto no dom de ser parte de toda a concepção. Andava sobre as águas como uma caravela sem velas, casco ou tripulantes Era louco varrido – varrendo – variante, variável várias vezes de variedade em variedade. Era um elemento químico, ou sólido, ou filme... quiçá fuligem, de mente de símio, mas absurdamente pensante. Olhava para o que as águas diziam ser, olhava para si mesmo nas águas, olhava para o impossível de tudo. Chegou à conclusão do absurdo que é ser louco, símio…