Dueto da tarde (XXVII)

Vivi verão e vi; assim como quero ver e viver muitos outros mais, 
Mesmo que eles voltem atrás e revoguem minha licença: não compensa pensar nisso,
Quero compromisso em não viver submisso pra isso ou aquilo, ou o que possa vir
Do que já veio, lembranças com receio ou com recheio de coisa boa.
É, sou assim mesmo; provo do meu próprio veneno só para ver se vou me envenenar,
Viro do avesso para brincar de recomeço, dou um salto adiante, desastrado ou galante, tudo no mesmo aqui e agora
Refaço minha aurora e pinto com outro enredo, tipo um arremedo de uma conhecida música clássica.
Clássico: venci, vi e vim. Com o verão pela proa, meu barco é uma cidade e eu sou o perfeito prefeito
Nesse mundo em trejeitos, sinto o abraço do vento, aquele que esquenta e refaz o refeito; corpo bronzeando-se ao relento 
No sol da noite completa é uma completa declaração de amor ao amor e verão que o verão responde, porque eu vim, venci e vi.

Rogério Camargo e André Anlub®
(5/1/15)





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