Dos desvelos



Dos desvelos

Abrasador ao íntimo, sem dor, toca e preenche e compreende ao completo.
Na mais alta altitude que o anseio ressoa, e é tênue e desconcertante.

Toda uma terra estremece em todo o corpo que balança
E merece o céu no sol e a luz da lua na luz do tato e do tudo.
Namoro e sinto e choro e aprovo e comprovo o sopro e aguardo e você.
Mas é mais mar que observo e sou servo ao todo... e amo.

Vem, vem como variante, pé e pé, paz e paixão, marcando no solo – selo;
Como ao chão e ao sentimento é um sucinto sinal sagrado, afetuoso,
Pois não censura, nem corta nem cura, o soco solitário do colosso:
O banho ao calor em chamas, supina alma à sua presença... e amo.

Solos secos castigados, que fenderam em frangalhos de raios antigos...
Ficam no aguardo das águas em rios em milagres em lágrimas em circo em cio...
E vieram e vigeram e ficaram e fincaram... e amo.

André Anlub
(21/2/15)

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