Ser Quase Sábio



Ser Quase Sábio
(André Anlub - 4/9/10)

Dos três métodos para ter sabedoria
Como Confúcio dizia:

O primeiro é por reflexão
- É o mais nobre...
Esse para mim não existia.

O segundo é por imitação
- É bem mais fácil
Mas digo não!

O terceiro é o meu jeito,
É também o meu fardo;
É por experiência
Com certeza o mais amargo.

Sabedoria não nasce em árvore
E eu com meus poemas,
Papéis, papiros e rabiscos,
Bloquinhos, lápis, problemas...

Tudo isso esquecido
Na imaginação de uma cena:

Um fogão a lenha queimava,
Era uma bela manhã.
O café já pronto na mesa,
O trem passava apressado,
Cheiro de chá de hortelã.
Um dia começa bem cedo,
A pressa de uma nova jornada.
A cada renovar de uma vida
Portas se abrem, saídas.

Espantam a depressão,
Curam recentes feridas;
Libertam almas caídas
E estendem a palma da mão.

Nela existe a resposta,
O amor de um coração
É o sim e o não da questão.

Por debaixo da seda
Você me seda...
Brinca de ser a pura,
E, em apuros, me cedo.

Anjos trouxeram predicados,
Abençoando as conquistas, 
Lapidando as certezas
Aqui nesse dia sagrado. 

E sob a lua alegre e minguante,
Nós, os humildes bardos,
Festivamente cantamos
Com os novos perdoados
Pecantes.

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