Do chão ao empíreo

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Posted by Podemos Mais on Segunda, 13 de abril de 2015


Do chão ao empíreo 
(André Anlub - 29/03/13)

Vou fiscalizar nosso termômetro da relação, tem que permanecer além de quarenta graus; e nossos complexos e imensos litorais sempre agitados com grandes furacões.
Mas está tudo de bom, gostamos assim.
Devemos manter sempre os pés no chão, e deixarmos tranquilamente o girar da bola; mesmo com as areias quentes, queimando e nada mornando o mormaço na cachola.
Mas já vi que está tudo a contento.
Deixei a vaidade ir embora, e na raça e coragem apertei o cinto e a embreagem, engrenei a quarta e arregacei as mangas, pois já passava da hora.
E voltando ao furacão que carrega tudo por onde passa, demolindo paredes sólidas, abalando alicerces, “liquificando” a massa e deixando escombros no chão...
Realmente tudo nos conformes.
A queda nos obriga a levantar a cabeça, reconstruir com paciência cada passo, cada tijolo, cada pecado e cada inocência... erguendo-se mais rígido e harmônico com o cimento da convivência.
E assim segue a vida... pianinha.

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