Dos matrimônios

Golfinhos surfistas – lindo de verGolfinhos pegam onda na costa australiana.Curta: Ecosurf©Jennene & Dave Riggs
Posted by Ecosurf on Segunda, 23 de junho de 2014


Dos matrimônios 
(André Anlub - 3/4/12)

Uma vez li uma sábia frase de Dalai Lama e, 
Pelo menos na minha estirpe foi comprovada...
Dizia que o certo é se casar com alguém
Que você goste de conversar...
Pois ao envelhecerem isso é o que vai restar.

Mas proseando:

Ele era louco pela menina mais bonita do bairro,
Um daqueles lugares de casas antigas, 
Chão de pedras portuguesas e ruas arborizadas;
Ela passeava pela praça...
(toda manhã com seu cachorro de raça)
Sempre cheia de graça, de bons costumes
E muito simpática.

Já volto com a prosa!

O casamento é uma mera reciprocidade,
Em qualquer idade tem que haver uma troca;
Como uma porca que não tem utilidade sem o parafuso...
E as duas partes estarem preparadas para qualquer eventualidade.

Fidelidade é essencial, porque vem do cerne
Requer boa índole, ser bom ouvinte e ser bom aprendiz;
No dia a dia ser companheiro e atuante
E a libido estar resolvido (ser bom amante).

Voltando a prosa:

Certo dia ele tomou coragem e no meio do passeio Abordou a mocinha... mas naquele momento, nada! (depois de dois longos anos ela finalmente disse sim)
Já fazem trinta anos que estão casados
E cada dia é um romance, dormem em quartos separados, Não são mais tarados, são felizes assim.

É brisa:

Brisa que abre o portão, vem do vai e vem das ondas;
Ultrapassando o varal, acalentando as roupas...
Moveu o barco pesqueiro, mudou de lugar uma duna,
Fez levitar uma pluma e dispersou o nevoeiro.
Brisa gélida de inverno, alegrou o dente de leão,
Soprou ao rosto, encheu o pulmão... e nas manhãs Corriqueiras espalhou o aroma do pão. 

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