Dueto da tarde (CXX)

Israelis Make Ultimate A Capella Bob Marley TributeThis awesome a capella version of Bob Marley's 'Could You Be Loved' was made by Israeli musicians in honor of what would have been the late Marley's 70th Birthday. An event is being held in Israel on January 31 to celebrate in Tel Aviv.Produced by: Guy Dreifuss (Afficoman) and Shmulik Bar-DanDirected Filmed & Cut by: Alon Segal - http://Alonsegal.com/Music Production: Amit SagieVision and additional editing: Guy DreifussProduction: Adi EzerSpecial thanks: האוס אוף מארלי ישראל House of Marley IsraelThanks to all the artists and people that participated:Alon Landa, Amit Sagie, Gadi Altman, Odelia Oknin, Ohad Rein, Oren Wilson, Shira Chen, Tony Ray, Urijah Gazit, Yonathan Liner.Facebook page: Bob Marley Israel בוב מארלי ישראלEvent page (Jan 31): Tel Aviv: https://www.facebook.com/events/699790453468690/YouTube link: https://www.youtube.com/watch?v=5aN6eDGEc0URepublished with permission from the artists - all rights reserved.
Posted by The Jewish Standard on Segunda, 12 de janeiro de 2015


Dueto da tarde (CXX)

O sol hoje acordou com algum complexo de lua.
Quis aos poetas inspirar, mexer com marés, espiar a donzela nua tomando banho de mar.
Quis trocar o ouro pela prata e andar muito devagar por entre a sombra das árvores.
O sol hoje tem o lado negro. Dizem que é suntuoso, quente, alegre e ouvem-se batuques no estilo AfroReggae.
Ninguém sabe o que a lua diria se ouvisse este sol. Nem o que o sol faria se fosse uma lua negra assim.
Há boatos de choramingo do sol na fase Minguante, cantares pop na fase Novo, garbosidade na fase Crescente e na fase Cheio dieta de peixe.
Quatro semanas bastam para o sol ser de todo tipo, quando lhe bate o complexo de lua.
Depois pode voltar ao seu eixo, iluminando tudo em volta, bronzeando corpos em praias e cachoeiras e fervendo a própria cabeça.
Mas hoje ele acordou com este complexo e exige um seresteiro em vez de bronzeadores.
Hoje tem temores de noites frias, de estrelas guias e desfeitos amores.
Hoje agasalha-se nas estrelas e segue a trilha dos sonhadores.
O sol não quer mais se pôr. Quer pôr os pés pelas mãos e se expor pelas noites de verão, sem claro e escuro – sem céu, órbita e chão.
Quer que a NASA envie uma Apolo e um astronauta crave a bandeirinha dos EUA na sua pele.
O sol realmente está louco e ainda faz drama, quer encabular a dama da noite. É um açoite querer ser pisado. O sol deveria ouvir: “Tendo a Lua” dos Paralamas.
Como a lua faria (ele sabe), para, olha, pensa, reconhece, agradece como um cantor ao fim de seu número, acha graça das palmas imerecidas e sai do palco levando o sonho da visita não de militares, mas de poetas meninos, bailarinos, de estrelas aos milhares e de “você e eu”.

Rogério Camargo e André Anlub
(10/4/15)

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