Tribos urbanas (Dia do Índio)


Tribos urbanas 
(André Anlub - 16/11/14)

O precipício perdeu boa parte do seu encanto,
deixando fraco canto e a sensação de não ser mais original; as estrelas tornaram-se muito mais convidativas e o amor na ativa, com sua calentura e seu interminável brilho, astuciosamente esculpe o seu brio:
Antônio Francisco Lisboa – atemporal.

Vem à luz amistosa, a luz da lua cheia, faceira,
que parece acariciar o vento; caminha pelas ruas de pedras através das sombras dos postes, dos bêbados e árvores, dobra as esquinas e passa de janela em janela, de porta em porta; passa pelas casas antigas, casas recentes e silentes, casas de Ouro Preto.

Por longas datas as bocas gritaram, cantaram e se tocaram em desejos; corações se uniram e se iluminaram em suas vielas; as bocas deles e delas perpetuaram e protegeram todo o, e o de sempre, luar.

O lugar e o legado, agora foram contidos pelo silêncio.
Só por um instante: - um minuto de tributo! Assim como ocas ocas, sem seus índios que saíram para caçar e voltaram com a caça, com a raça e o ensejo para o ditoso festejo.

"Após Ministério da Cultura ameaçar processo, Facebook republica foto censurada
Fotografia de índia com seios expostos foi retirada da rede social

 
  Foto: Walter Garbe / Reprodução

O Facebook anunciou na noite desta sexta-feira que voltou atrás e desbloqueou a foto de uma índia com seios expostos que havia sido publicada no perfil do Ministério da Cultura (Minc). 

"Não é fácil encontrar o equilíbrio ideal entre permitir que as pessoas se expressem criativamente e manter uma experiência confortável para a nossa comunidade global e culturalmente diversa", disse em nota a assessoria de imprensa da rede social. 

O Minc havia dito que iria entrar com ação na Justiça contra o bloqueio da foto do casal de índios botocudos e levar o assunto a cortes internacionais. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que a "censura" foi um desrespeito à legislação brasileira, inclusive à Constituição Federal.

A foto de 1909, feita por Walter Garbe, foi colocada na página do Minc no Facebook na última quarta-feira, por volta das 15h, em notícia sobre o lançamento do Portal Brasiliana Fotográfica. Horas depois, a rede social a retirou do ar alegando que ia contra políticas internas."

Segundo o ministério, ao tomar conhecimento do bloqueio da fotografia na manhã da última quinta-feira, o MinC entrou em contato com o Facebook, alertando para a ilegalidade e solicitando o imediato desbloqueio da fotografia. No entanto, a empresa manteve a decisão de censurá-la, argumentando, segundo a pasta, que não está submetida à legislação nacional e que tem regras próprias que adota globalmente.

Segundo a nota, a rede social respeita as leis locais, mas tem limitações com nudez. "Estamos sempre abertos ao feedback e ao debate para melhorar nossos padrões da comunidade", disse a nota."

* Zero Hora

Foto censurada pelo Facebook volta a ser incluída na página do MinC - Depois de o ministro da Cultura, Juca Ferreira,...
Posted by Ministério da Cultura on Sexta, 17 de abril de 2015




Princípio e fim 
(André Anlub - 2/2/15)

Percebem-se as letras ao vento, fermento dos versos no intento;
Na mescla que move à fantasia – lamúria e luxúria dos dias.
Diga-se de passagem: a paisagem pairou na barriga dele (grávido),
Pariu na paragem mais certa e reta – cerne que outrora tardava.

Faz-se poesia – fez-se cria – faz-se o poeta (ávido),
Criou-se a meta na metalinguagem em espectros.
Assombrando os muitos herméticos heréticos espertos
E espetando os pedantes pedintes descalços moleques.

Ao céu o seu mais lindo e redondo sol brilhante (enérgico),
Diamante dos dotes de deuses de doutrinas de histórias;
Ao léu as asas cresceram, veio no veio inspiração e sorrisos,
Ao velho ao novo ao menino – porta de início de índio de íngreme.

Prepara-se o leito quente – seio da mãe – leite materno,
Cobiçando o menino vadio, forte e inteligente (frenético),
As letras são o “norte”, coreógrafas convidando ao passeio (imagético),
Sem freio, meio – principio – confins sem fim.
                                  
Não nasci cá, nem acolá, 
nem além ou aquém; 
sou melhor e pior que ninguém. 
Vivo o amor e a arte, assim sou do mundo, 
quiçá limpo ou imundo... 
Mas de nenhuma parte. 

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