Onde anda você?



I
Não é adulto e nunca quis ser:
Devia dedicar sua vida a cuidar dos filhos;
Devia tentar exterminar todo o mal do mundo;
Deviam ver o verde e não amar o amarelo
E pintar na mente todas as rosas de rosa.

II
Não é ninguém além de um louco
Querer ação é fazer por onde...
Nesse caso é errado se contentar com pouco
E sendo louco acha pouco querer só atenção.

III
Caminhamos como poetas novos, largando a soberba, o estorvo, no fluxo de um novo povo e nosso suor que não amarga. O alvo é claramente certo, de peito escancaradamente aberto, o coração de um bardo onde o esquecimento é adaga.

IV
Um pesadelo muito incomum, andando no terreno do capeta, não existia uma só letra, sem poesia, sem alento; tentava achar rimas corretas, palavras abertas voando sem vento sem dono... um tormento para o poeta, Rei sem Rainha e trono. Os pensamentos não se encaixavam, quebra cabeça faltando peça, uma remessa de contra tempo, um contra tempo sem muita pressa. Mas logo me vi de olhos abertos e muito espertos de inspiração, não quero mais sonhos incertos, quero viver plena imaginação.

- André Anlub

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Um Eu qualquer

Parte XI