Ótima quarta

Orelha que fiz para o livro de uma amigo

A “Amada”:
Às vezes beira o impraticável falar da nossa amada; não somente por ela ser tudo em nossa vida; não por ela estar presente em quase todos os nossos melhores momentos e, quiçá, em todos os pensamentos absurdos, absortos, ou não; mas pelo simples motivo de que qualquer coisa que se fale a respeito da mesma será redundante.
A prolixidade:
A minha adorada numero “um” é a poesia (que minha esposa não leia). Ela permeia pelos meus campos visuais, mentais, físicos, aquém e além; por isso deferência e admiração extremas.
A questão:
Ao me confrontar com quaisquer obras poéticas, de amigos ou não, já me preparo perfumando a alma, abrindo e limpando minha mente e quero/procuro estar pleno e são; quero dar o melhor de mim na leitura, no deguste, pois trato esse “encontro” como único, como o primeiro olhar numa estrela, como um flerte.
O epílogo:
Então, sem/com exageros, temos que encarar com discernimento e submissão a leitura poética a seguir; ter o livro em mão como uma espada e ir ao combate; a meu ver estamos em guerra pela poesia, pois com certeza vamos nos apaixonar por ela, nos enfeitiçar, nos transformarmos em servos e transformá-la em uma espécie de vício salutar que nos remeterá ao “nirvana” das letras, ao “Big Bang” poético e/ou ao “Paraiso” na terra.

- André Anlub

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Tempo de recomeço

Um Eu qualquer