Tarde de 31 de maio de 2015



Um guerreiro sem medo de ninguém é como coragem sem foco algum
(Tarde de 31 de maio de 2015)

Veio à precisão de preto no branco na paixão sólida, em um solavanco – estrondo – fôrma de ciclone. Fez-se uma entrega de quatro joelhos entre quatro paredes dada à condição no leito ardente de corpos em cólera e lábios que se mordem, línguas e motes que resvalam; sábios que emudecem e certas rotas que não se traçam e soltos aos destinos e entregues às boas causas voam em liberdade ao acaso de um soberbo desenho. Na peleja da vida seguem as almas em curvas nervosas, aflitas e atentas – prévias e posteriores de tudo que há. Dito e abraço, beijo e filho, achado e olho cerrado, há o emaranhado de pernas e cios em amores, em dores e temores que parecem o olho curioso que vivencia seu próprio viço ao ver e vir a cavalo. Trato feito com o destino. 

Pausa para reflexão: tudo na vida tem um preço. Disso não há dúvida. Mas essa tarifa varia de uma situação para outra. O que não varia é o barulho dela batendo à sua porta. Quando escolhemos uma estrada, sendo fácil ou difícil, pagamos inevitavelmente o preço por ela. É um círculo que faz parte do viver. Em pessoas de percepções altas e raciocínios profundos, o preço para determinadas escolhas pode ser assustador. Mas elas têm o conhecimento de tal fato e assim torna-se mais simples enfrentar o seu preço. É como um passo maior que a perna para quem tem asas sobressalentes e nadadeiras de estepe. 

Retorno à insanidade: Vai à imprecisão na impressão que a segue. Segue de perto o amor e a paixão que não enxergam cara tampouco deram ouvidos a vis opiniões. O céu varia de entretom beijando o mar e observando a areia da praia e dos desertos. O céu torna-se mais ameno no azul e mais verão na vermelhidão do fim de tarde. É estranho quando tanta gente queria estar no seu lugar; dá certa nota de poder que beira o orgulho e flerta com o egoísmo baldio. Mas tudo é questão de controle, de saber enxergar-se e não cair em armadilhas fúteis. Pois tudo é impressão errada, é a ratoeira do embuste que te faz bater no poste a mais de cem por hora. O medo, dependendo do ângulo, é amigo, nos faz fortes, também é necessário para haver vitórias; enquanto a falsa segurança é visão tão somente subjetiva, é traidora é cegueira é má sorte.

André Anlub 

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Tempo de recomeço

Um Eu qualquer