Dueto da tarde (CLXXVI)

Dia dos namorados - Dia dos casados - Dia do comércio - Dia Contra o Trabalho Infantil...

Não canso de ver esse vídeo, faz-me sentir extremamente bem e agradecido aos deuses por terem-me dado essa aptidão de refletir do jeito que reflito, e eu (feliz e satisfeito) ser do jeito que sou. É sabido que cada um é feliz do jeito que quer; mas existe o "Matrix", e se nunca for descoberto o sujeito morre "feliz"... Mas caso seja descoberto com a idade (o que geralmente acontece) é um baque muito forte, falta chão, perspectiva e norte...  Muitos não suportam tal angústia. Então, afinal, fica difícil deixar quaisquer votos, pois para cada um o resultado é diferente e fica quase impossível prever. De qualquer forma tudo de bom a todos e muito amor. 


André Anlub



Dueto da tarde (CLXXVI)

Tropeçou numa resposta e ficou procurando a pergunta que a perdeu ali.
Interrogações batem asas, caminham, correm e nadam em seus pensamentos.
Será que isso, será que aquilo? Ou importa mais cuidar dos dedos, que ficaram doendo?
Buracos, declives e lombadas à beça... Tem que asfaltar, colocar corrimão, acostamento e sinalização nessa bufona cabeça.
Falta um Código Pessoal de Bom Trânsito. Disciplina para o que vai e vem. Para o que pergunta e o que responde. Falta? Os dedos doem demais...
Vão-se os anéis rodoviários e ficam-se os dedos; vão-se as estações de ônibus e ficam as do ano... E a cabeça ainda cheia de buracos e interrogações.
Talvez uma boa providência imediata seja calar a buzina. Pelo menos já instalou faróis de neblina...
Tropeçou numa pergunta e ficou encucado, pois já tinha uma resposta antiga.
Pergunta e resposta: um par de sapatos? Um par de rodas para a motocicleta? Um par de lentes para os óculos? Os dedos não param de doer. Agora simetricamente.
À rodovia um adendo: espera sua travessia outra vez. No horizonte o talvez da sua chegada incólume... Apesar dos dedos doendo.
Encosta num belvedere. Fica olhando o viaduto que vai do nada pra lugar nenhum. E conclui que talvez seja hora de simplesmente olhar por onde anda.

Rogério Camargo e André Anlub
(12/6/15)


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