Flecha estimada

“Há quem tenha medo que o medo acabe” – Mia CoutoEm tempos de conservadorismo e retrocesso, de ataque aos direitos...
Posted by Ivan Valente on Domingo, 21 de junho de 2015


Flecha estimada       
(André Anlub - 23/3/12)

A flecha sai sem perigo,
Mas atinge certeiro o peito.
Faz da idolatria o seu jeito,
Pois não há escudo ou abrigo.
Empíreo foi miragem da vida,
Largando as inúteis tristezas;
Erguendo o amor, realeza,
Tem-se ausência da ferida.
Com rugas da concupiscência,
Transforma a paixão em excelência.
O calor mais ameno agora.
Consorte na alma e espírito,
Sussurro que se trocou pelo grito,
Velando o amor que aflora.

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