Dos puros ares

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Posted by SIC on Terça, 13 de janeiro de 2015


Dos puros ares
(André Anlub - 20/5/13)

Encontrei-te em um dia frio
no desvio que peguei na vida.
Enfim fechei a penosa ferida 
e a paixão tomou conta do ar.
E esse ar de ingênuo sonhar
penetrou pelas quentes narinas
invadiu meus pulmões, fez inflar
chegando na corrente sanguínea
como um rio que desagua no mar.
Não tem mais vil acordo
e no meu sangue que estanca
acordo da vida vazia
corto a corda da forca fria
e flerto com a flâmula branca.

No sofá de uma sala

O amor é a maior das certezas
e mesmo assim
acontecem infinitos equívocos.
Não se fala em outra coisa
em todos os lugares
em bares, ginásios, tablados
basílicas, praias, boates
iates, aviões ou carros.
A bola gira, cabelo cai
o amor derrotado 
flecha no peito
faca nas costas
o bobo da corte coroado.
A imagem escureceu
os braços ficaram pesados
e nada mais se pode fazer.
Há um enorme e frio buraco
onde o eco cantarola sua fala
e no perceber que chegou ao profundo
vê-se sentado no sofá de uma sala.

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