Noite de 27 de julho de 2015



Caso falte alguma coisa, a importância da coisa quem determina é você.
(noite de 27 de julho de 2015)

Imbróglios de um hábil ébrio, bem ligeirinho, bem cá e lá como manda o passarinho, num piscar e passar de fevereiro. Desce a montanha uma pedra rolando e segue arredondando-se e se moldando, pulando passageira e de pauleira se esgueira no terreno irregular. 
E vem o primeiro deitar da garrafa: os pés frios, o hálito seco e forte que puxa e pede um dente de alho com gengibre no pão com queijo coalho para quebrar... É de doer, arder, chorar. A banheira está cheia para o descanso mais longo; um banquinho para apoiar a “criança” que deve ficar ao alcance do braço para o próximo paladar. 
E vem o segundo virar: olhos já de faróis baixo; acho que é assim mesmo que deveriam ficar. Nada de solidão, não dou resguardo tampouco guarida; para ventos frios e errados fecho a janela da alma e nela ponho um grosso agasalho... Agora sou só meu. Aparecem algumas sensações vigaristas, mas jogo-as para fora da pista com meu “Mach 5”. A qualidade de vida evidentemente melhora para tentar-se seguir ao fim da história; chegando lá eu faço um churrasco de peixe, bebo acerola, dou meia volta e faço o caminho de volta. Nessa hora, da volta, tento ser uma pessoa diferente, para um acertar e errar diferentes; faço política que não mente, viro mestre em capoeira, vou morar na Bahia e torno-me pescador. Opa, opa, aguenta ai... Pode ser bem isso que aconteça na ida! Veremos.
E vem o terceiro deitar da “menina”: a situação está branca, nuvens brancas, brancas bandeiras. O sol lascou um calor determinado. O azar não existe, mas há um pequeno problema no esquema: fiz fita na cena, arrumei a feira, a queima de fogos, os jogos, a mortadela e os ovos, o peixe dourado, a música de domingueira, o sorriso nos moldes, um cão que não morde, um sacode de primeira... Mas faltou a parceira.

André Anlub

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