Vi seu rosto no papel



Vi seu rosto no papel
(André Anlub - 13/5/13)

Ela acabou de abrir os olhos
Em dúvida se foi sonho ou delírio...

Em meio a nuvens e cordilheiras
Cavalgava em um corcel negro de fogo,
Num arco-íris de sossego,
Cercada de lírios
Em algum lugar do globo.

Sentia nas entranhas o desejo queimar
Como se engolisse uma brasa,
Que aquecia intensamente a quimera,
Elevando-a acima do mar.

No ar, lá estava...
No ar.

Seu corpo de carne e osso,
Como se fosse feita de vento,
Lava, livre, leve,
Sem destino ou martírio,
Sem necessitar de resguardo.

O bloqueio havia acabado,
Aperte o cinto e decole
Para o mundo só seu,
No absoluto apogeu do desconhecido.

Talvez agora possa se encontrar,
Demitindo a tristeza por justa causa,
Pouco importa se for sonho ou real,
Transpondo o sentimento pro transbordo

Da escrita, viciante, sobrenatural.

Sonhei com o Tibet
(André Anlub - 30/3/13)

Por vezes penso em puxar a tomada,
Desligar-me de tudo,
Raspar a cabeça,
Limpar a consciência
E ir atrás da paz interior.

Sonhei com o Tibet!
E pra quebrar o tabu,
Sem quebrar a tíbia:
Vou tocar tuba, dentro de uma taba,
Deitado em uma tumba.

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