Anéis de ouro branco

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Posted by Street FX Motorsport & Graphics on Terça, 14 de julho de 2015


A tempestade não me assusta,
E nem deveria!
Já tive dias terríveis de sol.
Se algo me causa temor,
É perder a inspiração e alegria,
Quando o sol toca e aquece meu rosto,
Ou a água cai do céu no meu corpo.

Anéis de ouro branco
(André Anlub - 27/7/13)

Teus anéis de ouro branco
Brilham como os dourados,
São de dureza feito ferro,
Redondos como o globo.

Anéis como tu és,
Valiosos e únicos,
Carregados com gosto...
Mas que ostentam a penúria
De serem vistos e terem utilidade.

Tu viajas onde divagas,
Devagar, reages.
Vives na teia da aranha que abraça o todo;
O mundo, as pessoas e os desejos.

Na elegância que tens, 
Encontras versos na ponta do lápis.
E todos tem dito:
“Como é bom ler-te,
Cada letra, cada frase, cada verso,
A união das palavras em coito vivo.”

Está ai, pra quem quiser ver,
A paz e o amor,
Que saem do coração e derramam
Em delírio, em choro e em grito.

Falaste que a inspiração havia encontrado o fim,
Perdendo o ritmo, sem voz no coro.
Os anjos não voavam nos sonhos,
E loucos, sem as flechas, em vestes brancas,
Riam das caretas das carrancas.

Talvez tenha desgarrado a ovelha negra do rebanho,
Conseguindo a liberdade,
Desfrutando do assanho.

Gritaste que as vidas são como as famílias,
Como os aflitos.
São alimentos das almas,
Raízes, origens,
Sonoras águas,
Todos rejuvenescem dos papiros.

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