Anti-herói filósofo

Agora o sol despontou no oceano,
Só porque você quis assim.
Os raios vão cozinhando em fogo brando,
Desentupindo os enganos,
Só porque você está a fim.

Anti-herói filósofo 

Não me acostumo a recear paixões
Em qualquer esfera
Já com meus quarenta e poucos anos
Afortunado, burro de carga 
Nos caminhos da vida
Em estradas esburacadas
Dias nublados
Na fome, na sede
Na imaginação.

Será que sou anti-herói filósofo?
Que tem a cabeça dura de pedra
De frágil esteatito
Que tem perigosa peçonha
E usa para criar o antídoto
Que tem o coração guardado 
A sete ou oito chaves
Mas deu cópia aos amigos.

A meu ver o amor foi descoberto
Na era Cenozoica, período Quaternário
Perdidos, corações de artistas
Traçados rupestres
Ecos de pesares
Nas paredes das cavernas
Nas mentes apaixonadas.

André Anlub


Na Alemanha, homem levanta o braço para uma saudação nazista em provocação em a um grupo de manifestantes de direitos humanos e refugiados, que marchavam nas proximidades.

Calmamente um policial se aproximou por trás, que abaixou os braços do fascista, e lhe informou que ele será processado por "uso de gestos impumtáveis às organizações institucionais".

Se condenado, ele poderá cumprir três anos de prisão.

(Via Josh Hidman)

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