Coruja divina


Coruja divina
(André Anlub - 5/3/14)

Está aí o andarilho solene
Que faz de outros momentos
As paixões e excitações.
Deixando o vil preconceito que persevera em ser perene.

Num dia de sol ardente que valha
A muralha que por baixo é gigante
Não protege seu corpo franzino.
Num palco de versos ululantes
De bons bordões qual malária.

Afiando a ponta da língua
Anabolizada ao som de sereias
Poemas escritos em areias e músicas e rosas e tintas.

Vê-se a razão que não mingua
Fala-se em matrimônios – mistérios
Infindos sem afins nem começos
Assim dá-se o nome de vida.
E lá se foi solene andarilho
Buscando a grandeza que ensina
Fazendo da vivencia uma causa
Na cauda da coruja divina.

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