Grande Mujica... Por um mundo com mais Mujicas


O discurso do Mujica na UERJ hoje transformou vidas. Lembrei de uma vez que li num livro: "Não seja um revolucionário; seja uma revolução." Ele é uma revolução. 

"Não tenho livro de cabeceira. A cada três ou quatro anos leio o Quixote, mas fora isso, leio livros de história. Não há meio melhor de se conhecer e conhecer a vida do que investigar a aventura humana através dos tempos, em todas as partes do globo. Conhecendo a história, você aprende que esquerda e direita não vieram a existir só na Revolução Francesa; a humanidade sempre ostentou uma face conservadora e uma face progressista. O que era um Francisco de Assis? Era a esquerda.

Se porventura o conservadorismo toma ares reacionários ou golpistas, é porque nós, progressistas, deixamos de ocupar o espaço que nos cabe, dando chance a eles. A direita vai lutar pela direita, não é óbvio? Nós é que não podemos dar-lhes a chance de triunfar. Não podemos aceitá-los em nossos quadros. Devemos nos organizar sempre, coletivamente, e entender de uma vez por todas que a mesa onde eles comem não é a nossa. A direita tem amor ao dinheiro: Então que ela se ocupe na indústria e no comércio. Mas na política não! Para fazer política é preciso ter amor, não ao dinheiro, mas às pessoas. Não é por uma questão meramente política e econômica que somos de esquerda e eles de direita: A questão também é ética e moral. Eles querem casas de luxo, hotéis de luxo, carros de luxo, Mercedes-Benz e coisa e tal. Nós queremos apenas a riqueza comum à maioria. Nós... Nós andamos de fusca."

José Mujica

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