O louco, o felino e um filme



O louco, o felino e um filme
(André Anlub – 2/2/14)

Fez lobotomia, portanto torna-se um nobre louco que faz o lobo miar, mas é pirado e ainda acha pouco; não sabe o que pode acontecer no agora que advém a poesia – que mostra com maestria ao sair da boca do bicho-do-mato –, que torna-se canção majestosa ilustrando o eco da vida. E na selva se embrenha – anoitece; e um ponto vermelho – enlouquece. Antigamente uma erva na mente e nos olhos cansados do felino refletia a imaginação de um lobo velho e birrento. Agora, não mais desconjuntado, dá-se calmo e cândido menino que abre as verdadeiras asas da alma – o limpamento. E na selva se veste – amanhece; e um ponto de apoio – uns versos. Cavalos selvagens pra domar ou deixa-los livres no não padecer da escolha - parecer da escolta - poder da escuta. No deflorar da coragem segue acertado a passos firmes como um filme que lhe foi caguetado ao ouvido.

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