Bonjour à tous!

Mounira é síria. Ela chegou à Jordânia como refugiada com seus filhos, deixando para trás um país destruído. Apesar dos...
Posted by Patricia Porto on Quarta, 23 de setembro de 2015


Já me afoguei em versos

Sempre sorrio com um bom poema
ou com o sol nascendo ao longe
num céu azul, quase turquesa
no alaranjado ao vermelhidão
que borra a folha, desfaz a resma.

penso em expectativas de renovação
posso agora me dar ao luxo
de em nada pensar.

Tirando os pés do chão
vou redesenhando o que já é novo
indo em busca de ocupar anseios
novas escritas, novos meios
novas criações.

Confesso que tenho medo das anuências
quão o simbolismo de estar vivo
um objetivo, uma obrigação
pois não sou assim
sou deixado
como semente ao vento.

Já me afoguei em versos
versos duros, que incineram
fui fundo
ao ponto onde não havia mais luz.

Levei minha fé, memórias
levei minhas perdas, histórias
levei quem sou e quem fui.

Quando se volta
existe a certeza da descoberta
existe a escrita de companheira
pois alegria não é viável
antes de estar disposto a reparti-la.

André Anlub

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