Quando entrar setembro...



No teatro da vida*      
(André Anlub - 04/04/13)

Um brinde à paixão aventureira,
Abrindo o melhor champanhe.

Se banhe na fonte da juventude,
Faça dessa quietude a voz guerreira.

Mais ameno, segue firme, segue o tempo,
E ao vento dissiparam-se as nuvens.

Bem ao longe, as colinas – ornamentos
E o verde, um alento – é perfume.

A natureza é o presente de união
Da unção do momento com o desejo,
Que o beijo assina embaixo – dá o laço;
Encare o passo pois o tempo é contramão.

Amanheceu e a paixão já fez a cama,
Tomou café, leu jornal e foi-se embora;
E em outra hora, de repente, talvez volte;
Pois no agora, fecha a cena – encerra o drama.


*poema declamado pelo amigo e poeta Fabio Kerouac
no 28 Salão Internacional do Livro e da Imprensa 
em Genebra/Suíça - 3/5/14.

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