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Mostrando postagens de Janeiro 1, 2015

Dueto da tarde (XXIII)

Publicação by Caritas.

Dueto da tarde (XXIII)
Às vezes parece que o dia vai nublar, e isso vai prolongar-se até sua presença Apresentar-se, apresentando o que não vi quando não me via Restaurando a inocência e dando licença para ele ser como está.  Saio das nuvens que eu mesmo fabrico e procuro nos bolsos a luz que guardara, Os pés flutuam, ouço sua fala e minha visão já tardia tenta alcançá-la: Está logo ali e está do outro lado do mundo, o mundo que creio e descreio com a facilidade dos astronautas boiando no azul Belo em mim em qualquer infinito, a vigília que tenho por saber ser e procurar Entre os presentes da sua presença o que não tenho e tenho sempre, o que não ganho e sempre me é dado. Contigo só tenho que me preocupar em estar intacto, sendo voo bem alto ou sendo mergulho profundo no mar. O resto, e todo o resto, arrasto comigo e conosco para a festa do sol pleno mesmo em dia nublado.
Rogério Camargo e André Anlub® (1/1/15)

É dia 1°

Publicação by Heart Thames Valley.

Quem viver verá verão (André Anlub - 13/5/11)
Flutuam ainda mais doces os seus vocábulos, Pairando sobre o ar quente de versos corretos E rimas concretas. Os projetos Leio em nuvens, fuligens, leio em lagos.
Num simplório paraíso é o começo do estalo; Vejo no “big bang”, bela rosa – você...
Bem-te-vi - bem-me-quer - bem-querer.
Eis a paixão que arde por toda a esfera, Afronta a tormenta, enfrenta a fera, Vai além das vidas - além de eras Escalando muros - largas heras.
Quente no conforto, no forno do sentimento, Cálido se for de gosto, assim querendo.
Sempre adiantando os passos, céu de brigadeiro, O vento varre as névoas, intenso lixeiro, Espanta as chuvas fortes, a insensatez, E a sequestra de vez num amor inteiro.
É dia primeiro, é verão.