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Mostrando postagens de Janeiro 2, 2015

O amanhã...

Não sei se amanhã o céu estará mais azul,
Nem saberei se estará encoberto, escondido.
Pela minha janela ele é um pequeno, gigante, idoso, menino...
Fico observando-o; e ele a mim e a todos;
Há belas nuvens que estão chegando e acariciando esse céu glorioso,
Cobrem parte dele;
Fazem da intimidade exposta, um “nem tanto”.
Há agora um misto de azul, branco e pontos pretos...
Pássaros mansos que sobrevoam,
Mas apenas pontos (aos olhos secos do homem).

André Anlub 
(2/1/15)

A esperança me recebe de pé

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A esperança me recebe de pé

Na busca pela lucidez, deparei-me com teu farto sorriso,
Mesmo que escondido no retrato da folha de papel.
Sorri para uma lua de mel num céu limpo, solitário e mudo
E com olhos encharcados de escuro, nada mais pude ver.

Idealizo o beijo largo em sua calma boca;
Irrealismo é minha alma, sendo louca – pouca – desnuda.
Sentindo-me agora uma pluma que sem vento é só o que é,
Atravesso continentes a pé e dou ré no relógio inconcluso;
O tempo vira inimigo, mas a esperança me recebe de pé.

E assim vem uma pergunta: o que há de se fazer?
Assistir-me no espelho e ter medo de não me reconhecer?

Nada disso importa, sabemos que o momento jamais descansa,
E a cada dia nossa andança dá um passo além do alvorecer.

André Anlub®
(1/1/15)