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Mostrando postagens de Janeiro 6, 2015

Mar de doutrina sem fim

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Mar de doutrina sem fim (André Anlub - 12/5/14)
Houve aquele longo eco daquele verso forte desafiador; Pegou carona na onda suntuosa de todo mar agitado: - fui peixe insano com dentes grandes e olhar de bardo; Fui garoto, fui garoupa, fui a roupa do rei de Roma... E vou-me novamente mesmo agora não sendo.
Construo meus barcos no sumo da imaginação: (minhas naves, pés e rolimãs), E como imãs com polos iguais, passo batido...  Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa; Quero ancorar nas ilhas Gregas, praias dos nudistas e ventos de ação.
Lá vem novamente as velhas orações dos poetas, A tinta azul no papel árduo E vozes roucas das bocas largas, Mas prolixas: mês de maio, mais profetas.
E houve e não há, o que foi não se repete; Indiferente das rimas de amor – vem outro repente...
O mar calmo oferece amparo: - sou Netuno e esqueci o tridente, Trouxe um riso com trinta e dois dentes; Sou mistério que mora no quadrado de toda janela, O beijo dele, dela, da alma ardente que faz o mar raro.

Despedida (Parte I)

Publicação by Biologia com o Prof. Jubilut.

Despedida (Parte I)

De tudo que foi vulto, agora é muito, 
Que é céu, e é seu, e é meu, que me cerca e cega...
Num todo!
Procuro tumulto, e acho... porém, não gosto,
Mas finjo que gosto e me enrosco (chega a ser tosco).

Vejo a verdade e abraço; 
Vejo o regaço e trago no laço;
Procuro agora calmaria: 
Amizade de João; o desenho de Maria (um dia foi fosco)...
Num nada!

De tudo que foi concreto, continua sendo,
Continua a sede da procura;
Achando a miragem viu-se verdadeiro,
Beijou o insano,
Do assanho foi/é o primeiro (aquele dia foi pouco)...
Qualquer dia é pouco.

Vejo o que vejo, e já basta;
Vejo o que resta de um festejo.

Preparo as asas para a travessia,
E já que não podia...
Acabei não sendo (foi até muito)...
Num todo!

André Anlub®
(6/1/15)

Dueto da tarde (XXVIII)

A pedra que fica perto da areia que fica perto do mar que fica perto da floresta olhava o céu.
“Olhar de pedra” – pessoas olham outras assim; mas não tão naturais como a pedra.
Natural natureza: a pedra olha e o céu se deixa olhar como o que nunca tem fim, como o que nunca vai acabar
E nesse ciclo milenar há equilíbrio, há calmaria, há flerte em uma espécie de melancolia.
A pedra pensa em rolar, volta e meia. Mas dá meia volta sem sair do lugar e retorna a sua contemplação muda.
O céu pensa em rugar, vez ou outra. Mas sabe que é indispensável, que é inspirativo e a morada dos olhos metediços e apaixonados.
Controle de impulsos incontroláveis, contenção de ânsias criando voos na imobilidade, ir e vir sem nunca partir
É a alcunha do amor recíproco (nosso amor – coração), como pedra e céu; uma palpável e sólida, outro gigantesco e vulnerável; trocando às vezes de lugar, mas guardando o seu lugar sempre.

Rogério Camargo e André Anlub®
(6/1/15)