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Mostrando postagens de Janeiro 9, 2015

Um Futuro Ser Completo

Publicação by Karim Metwaly.

Um Futuro Ser Completo
(André Anlub - 9/3/10)
Saber viver, saber esperar, Tudo na contramão da situação. Montar no mundo e cavalgar, Largar o cogente por só querer.
Se o tempo é sua Nêmesis Levante e corra em qualquer direção; Saia do ostracismo de um abrigo Pois essa saída é enganação.
No adjunto de tudo que te faz feliz Vale a pena o tempo perdido; Se por um lado desce ralo abaixo, Por outro alimenta sua alma.
Com sabedoria e muita calma O mundo estará em suas mãos; Com paz, integridade e humildade Tornar-se-á muito mais do que aprendiz.
Ser um monge na pura meditação Que paira o silêncio ao se encontrar, Passeando ao redor do espaço tempo Sem sequer ter hora para chegar. (versa e vice) Totalmente de bem com sua vida Sabiamente convida ao vivo o bem, Com sua mente muito bem na vida sã Para conviver sabiamente com sua vida zen.

Dueto da tarde (XXXI)

Publicação by Krafty Kuts.

Deixei um pedaço de mim naquela última esquina; aquela do ipê amarelo. Este pedaço procura florir toda primavera, mas as lembranças do outono persistem. Costumo me despedaçar com prazer, e arriscar: às vezes é áspero – às vezes terno. Levo comigo o gosto do amargo doce e o gosto do doce amargo. Deixo nas esquinas o que é de deixar nas esquinas. Já se foram amores eternos; já ficaram amores passageiros; deixo o guerreiro numa rua deserta A meditar sobre ruas desertas habitadas por ipês amarelos. Ele não me conta muito de suas conclusões. Ele faz ações sem muito pensar; ações de coragem e bondade, de igualdade e de paz; de guerra consigo mesmo e de guerra com quem mais houver; de silêncios e de tumultos; de lógicas e absurdos; tudo no mundo reservado às minhas situações. Eu sou meu ipê amarelo de muitas cores. Eu sou minha esquina em linha reta. Sou aquarela em amores; sou preto em branco nas dores e no viver, sentinela voluntária do que se passa e do não passará, porq…

Despedida parte IV

Despedida parte IV

O mundo canta ao toque da bateria;
Entra o ritmo em arritmia,
Então levanto e danço...
Agora é “Mercy” de Dave Mathews,
Os pés se agitam e a mão trabalha no bloquinho:
Tinta, frase, crase, pinta...
É perturbadora a calmaria
Você quer que ela ria, talvez chore;
Você quer que ela implore ou obrigue...
Mas que algo seja feito.
(mesmo que de fininho)

“Prefiro Toddy ao tédio”
É punk, só que (infelizmente) não;
É a tal perseguição (stalker) do silêncio,
Que vem, silencia – vai, silencia...
Lá ao longe: avião.

O mundo se cala ao toque do botão,
Fones de ouvido e ouvidos descansam.
A caneta freneticamente eletrizada,
O papel é namorado, e a amante é “inspiração”.
A caneta é “bi”...
É tri, é tetra,
É triatleta...

Ligo “Mercy” de novo (misericórdia),
Dave é unanimidade...
A música me lembra “merci”,
Remete-me a Paris
E todo o mal que houve e ainda há...
Digo: excusez-moi...
Em nome da humanidade.

André Anlub®
(8/1/14)

Despedida parte V

Imagem
Publicação by Julie Heyraud.

Despedida parte V “bucolicozidade”
Sol parou de lascar seu beijo quente no asfalto, Fim de tarde em mais um dia; Ônibus passa, crianças voltam a brincar de bola, Roupas voam nos varais E levam o cheiro do café e pão frescos; Pessoas passam com suas sacolas E o bucólico torna-se culminante.
Viajo no espaço por um instante, Meu corpo suado – estafado – planeado  Quase que quase atravessa o país; O cheiro da minha casa penetra o nariz... Fina flor que invento para a comodidade.
As pernas hoje pediram longa rua, Queriam andar e ver novos caminhos. Sons se repetem, as horas ecoam sozinhas, O tempo estaciona e me açoita nas nádegas.
Meus olhos buscam novos rostos, Tristes ou alegres, mas novos: olhos e rostos. Amanhã tomarei coragem e o café bem quente, Irei à luta, sair novamente, quero rua.
A perpendicularidade do raciocínio Chega a desafiar a gravidade. Nem sei a gravidade desse desafio, Prefiro distrair minhas ideias, escrever.
Amanhã é outro dia, é nova sexta-feira... O tempo vai ter …

Despedida parte III

Publicação by Arimatea Monteiro.

Despedida parte III
É aquele pássaro que foge da gaiola, Por dentro sai cantarolando Wild Horses dos Stones,  Mas pelo bico sai o canto dele mesmo.
É aquele animal em extinção, Que anda na lenha, no lema e na linha... Aquele “ex-tição” que ganha brilho; É tal que tem tal de compaixão E com paixão põe à mesa E na sobremesa assopra as velinhas.
Somos um só, somo complementos...  A imaginação e o momento, Arco e flecha e o arqueiro.
Temos um amigo: o mundo Temos o reduto: a escrita O vagabundo passa ser somente vago, E o hábito de conhecer a si mesmo é corriqueiro.
André Anlub® (8/1/15)