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Mostrando postagens de Janeiro 10, 2015

Despedida VIII

Publicação by UOL.

Despedida VIII

Sábado de sol,
De sola de sapato sendo gasta
Pelos amigos que passam e se vão
Ao longo da rua.

Sábado de poesia, de escrita;
Acordei escrevendo, depois li um pouco...
Agora escrevo novamente.

Voltando algumas horas no tempo:

Essa noite fez um frio de inverno,
Acordei na madrugada em posição fetal
E com uma estalactite no nariz.
“Eta ferro”, me meti no frio da Serra;
Frio que me serra os ossos,
E quase, mas quase, gela meu sangue...
Foi por um triz.

Voltando ao tempo atual:

Almoço pronto,
Deixo meu “boa tarde”
Ao moço que passa
(mais solas sendo gastas).
Barulho de maquita cortando algo,
Complementa o som que ouço aqui...
Qual música?
Hoje deixarei à imaginação de quem lê.

Indo adiante no tempo:

Em casa com os cães,
Meu peixe pronto,
O mesmo som de agora,
Sol queimando a cachola,
Ao tédio meu afronto.

Preciso só imaginar e já sinto o cheiro de café,
Aquele fresco – novo – aquele meu;
Misturando-se ao perfume L’occitan que estou usando.

Vejo o céu limpo, ouço os cães distantes
E os cães a…

Despedida IX

Abaixo:
"Em 1980, Chico Buarque participa do programa "Canal Livre", da Bandeirantes, comandado pelo jornalista Roberto D'Ávila. Os entrevistadores são: Tárik de Souza, Paula Prétola, Vivi Nabuco, Zuenir Ventura, Olívia Byington, Luiz Carlos Franco, Claudio Azeredo, Mauricio Beiru, Ana Maria Tornai e Moreira da Silva."



Despedida IX

Subiu a colina mais íngreme,
Audaz cabrito montês;
Fez seu filme na bravura,
Desenhou nas pedras a astúcia,
Onde passou com os seus fortes cascos.

Por que será que ele sobe tal pedra?
Penso na vida assim:
Às vezes desafios sem nexo que buscamos por aventura,
Por comodidades, por boemias.
Às vezes desafios concisos, extremamente necessários.

A cena se fez diante dos meus olhos,
Talvez na importância da minha história;
O homem atrás de sua glória,
Fugindo dos terrenos fiascos.

Um mortal louco subiu a montanha mais alta;
Talvez para outros olhos seja pouco,
Talvez para outros poucos sejam olhos;
Mas será que o que o outro pensa, importa?

A cena se desfez em…

Ponderação da tarde

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"Porque Breivik foi apenas um "atirador" maluco. O fato dele ser um fervoroso defensor do capitalismo, racista, anti-socialista e ter matado 77 pessoas por causa disso, não conta e tampouco diz algo sobre a "cultura ocidental". Julgar uma cultura, religião ou etnia se baseando no comportamento de extremistas só vale pros não-brancos."


Quem alimenta os terroristas com armamentos e depois surge como salvadores oferecendo ajuda?

Dueto da tarde (XXXII)

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Dueto da tarde (XXXII)

A lua procurava seu pedaço faltante com a preocupação de uma criança no meio de um brinquedo complicado.
Era como um grito calado, a boca minguante tornando-se cheia e a névoa parecendo sair dela.
Quem olhasse talvez visse. Mas não era com isso que a lua se ocupava, não era com o espetáculo que dava.
Com o mar como ofurô, flertava com as águas sem pedir nada em troca (pelo menos no reflexo).
Ela quer a si mesma, como todo mundo quer a si mesmo: os que flertam com as águas e os que flertam com a lua.
Sim, no fundo pode não haver distancia para o nexo; sim, no mundo pode não haver na fenda a distância para o fundo.
A lua procurava seu pedaço faltante como todo mundo procura seu nexo. E o seu fundo.
O momento de se conhecer: se olhar no espelho e não saber quem é quem; momento de florescer: ser o que é sem se importar em ser para alguém.
Enquanto isso, a luz da lua, sempre a luz da lua, ainda e sempre a luz da lua
Ilumina o pedaço que falta, dá espaço aos espaços das fendas,…

Despedida VII

Publicação by Dr. Fábio Augusto.

Despedida VII

Ele sonha que invadiram o lugar comum
E experimentaram a presença do sossego;
Os olhos de todos voltaram a ver
O simples toque de desapegar do supérfluo.

Sonhos são sempre sinceros,
Basta aos loucos laicos entendê-los.
Metendo os bedelhos em sonhos alheios,
Tentando decifrá-los, desfragmentá-los...
Mas obedecendo, com esmero.

Ele já é um sonhador,
Sonha sempre em sons de sinos.
Hoje só sonha acordado – eis alguns marasmos... 
Os pesadelos...
São suas sinas.

Assassinas vozes entram em acordo 
E acordam em acordes...
Acordam os doentes,
Geralmente nos sonhos bons,
Agora sons estridentes...
Irreconhecíveis tons, cantoria, idioma:
Variam conforme os dias,
Variam conforme o Valium,
Voltamos ao “Frontal com Fanta”.

André Anlub®
(10/1/15)

Despedida VI

Publicação by Catraca Livre.

Despedida VI

Foi dada uma pausa no ponteiro dos segundos, É aquela noção de congelamento; Senti-me voando num céu de brigadeiro Vendo as formigas da cidade grande.
O alerta foi dado ao público, Nisso, nessa, nossa, “bola”.  O amor pode estar parco E não é desesperança... É realidade.  Então façamos assim:  Mais afeto/abancar coragem, Engraxar engrenagens, Largar a flecha e o arco Pegar os rumos, Pegar os remos e flores Abarcar e embarcar Nos amores... E, “de quebra”, No majestoso barco.
Tiraram a pausa do ponteiro, Acabaram com o imbróglio, Vou por meus pés na estrada. A vida é curta quando é corte; A vida é longa quando é logo.
André Anlub® (9/1/15)