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Mostrando postagens de Janeiro 13, 2015

Despedida XIII

Publicação by Coral Vivo.

Despedida XIII
(cozinheiro de banquetes)

Quando busca a inovação encontra o aconchego,
Não tem medo, e o mergulho é de cabeça.
Na sinceridade da devoção pelas letras, na fé na escrita,
Na aflição esquecida, morta, afogada na tinta,
Mergulha... e de cabeça.

Solve a arte, respira até pirar, come a arte,
Sente, brinca, briga e se esbalda.
Balde de água fria, quando ele quer que seja;
Balde de água quente, quando ele quer que ferva.

Na construção das linhas, ele sonha...
É um gigante em solo de gigantes (é um ser igual).
Nada é pequeno ou menos, mas ele é gigantesco;
Nada é estranho no pensamento sereno. (a mente é sã)

Criou algo mais do que o passo à frente,
Excedeu-se, ousou – usou e abusou.
Chegou a ser inconsequente...
Até achou que passou rente do perfeito (foi bem feito),
Pois assim tentará mais e mais, e irá tentar sempre.

E aquele gigante, aquele ser igual?
Foi para terras inóspitas e foi jogar novas sementes,
Agarrar novidades e desbravar castos campos.

E aquele cozinheiro?
(son…

Som do novo, som de novo!

Publicação by Somjah.

Foi hoje pela manhã (André Anlub - 7/4/12)
Solto os verbos com as rimas Loucura sob o céu que observa Fortes são minhas asas que vão ao vento Fazendo do meu mundo minha quimera.
Sem bússola e sem direção Emoção no contato com novos povos Povos com ritmo, sem inadequação... Que eternizam a ação do tempo.
Nas paredes descascadas das igrejas  Visíveis imagens do envelhecimento Desmascaram as pelejas Nas esquinas religiosas.
Joelhos ao chão em devoção Entregam-se ao fado hipotético Aproveito e solto meu canto poético Afiada e desafinada oração.
Na saída não apago a luz Entregue ao provável destino Com estilo de esporte fino Nos pés um belo bico fino.
Charuto cubano no boca Fito no horizonte o disparate Aceno para qualquer boa pessoa Quero à toa uma guarida.
Volto do meu voo imaginário, Toquei o belo azul turquesa, Preservo com idoneidade e clareza O que ponho no papel da minha vida.
- Quero ouvir a verve gritando Ao mundo, ao pouco, como louca rara.
Preciso da sua leitura,  de corpo nu em noite tão e…

Excelente terça rapazeada poética

Publicação by Jokke Sommer.

(27/5/14) Existe o mundo como enorme tela branca à qual tem que curvar-se para pintar perto do chão e todos observarem, ou subir a extensa escada para o pincel alcançar o limite onde a visão é parca; a tela onde alguns pintam a pobreza, outros o conforto, alguns criticam, não gostam, atrapalham as pinturas e tentam lavar com água e sabão enquanto a própria consciência fica aguardando o esfregão; Eles existem e coexistem, mas muitos deles, muitos mesmo, nem sabem o que é pintar.
(28/5/14) Escrever muita gente pode/escreve/deve/quer, mas conteúdo é outra história. Se o autor ficar atormentado com fama, barganha, carreira e/ou lucro, não sobrará tempo para evoluir na escrita; há de se ler e escrever ao extremo, com constância, afinco e exaustão (e toda a redundância que há). A meu ver a escrita tem que primeiramente ser um hobby, algo que se faça com muito amor e muita paixão, que caminhe junto com sua labuta normal/diária (ganha pão).
(27/5/14) Vez ou outra há um m…