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Mostrando postagens de Janeiro 14, 2015

Limpeza (Um quê de Bovarismo)

Publicação by Ciência Hoje.

Limpeza (Um quê de Bovarismo) (André Anlub - 11/11/13)
A realidade concorre com minhas vertentes, E elas, céleres e insanas, saem na frente:
- Ouvi dizer que sempre vale a pena.
Faço roleta russa com o imaginário E nesse voar de um total inventário Castram-se cobiças e integra-se a pena.
Vozes tendem o som do trovão, Apocalíptico pisar no vil tédio.
Letras brotam num mata-borrão, Curam, inebriam quão doce remédio.
- Tenho certeza que vale a pena.
Estouram paixões sempre aludidas, Cantam canções, danças nas chuvas.
No certo e no cerco um céu de saídas, Arte que inspira expurgando áureas turvas.
Gosto é gosto, e gosto que gosto:
Gosto de dizer: Esvazie-me – preencha-me, Conheça o verso e o avesso, Rima após rima, Sabe que deixo!
(...) e depois, ao acordar sozinha, Vá viver se estou na esquina.

Há vidas passando

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Há vidas passando em lembranças 
Que surgem ao fechar dos olhos
Nos quentes lençóis e frias noites
No embarcar e ilusões.
Há guerreiros, fantasmas internos
Munidos de lanças, espadas
Com a cabeça em redemoinhos
E sentimentos em explosões.

André Anlub

Gostei tanto

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Gostei tanto
(André Anlub - 17/3/13)

Gostei tanto que quis vivê-lo novamente.
Se for preciso passar por todos os problemas,
Tentar estacionar nos bons momentos.
Pronunciar diariamente que a amo
- Afagos e abraços corriqueiros.
Gostei tanto que congelei aquele sussurro,
Aquele sorriso, aquele beijo.
Congelei o suspiro, o pão de queijo,
A quiché, a pimenta do reino.
Congelei o licor de menta (ficou uma merda),
Congelei o peixe.
Nadamos na praia e dançamos na chuva,
Rimos juntos e choramos também. 
(ninguém é de ferro)
Digo agora e direi sempre que não posso,
Não posso viver sem!
Nem como amigo - nem como abrigo
Nem louco ou zen.
Gostei tanto que quero mais,
Até tento gostar menos!
Mas é em vão.

Dueto da tarde (XXXVI)

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Dueto da tarde (XXXVI)

Quando a primeira luz do primeiro sol beijou a primeira praia
Criou o perdão, colocou a mão nas cabeças pensantes (e não).
Houve um rebuliço entre as estagnações. Criaram mais de quatro estações
E assim deu-se início ao sacrifício, ao precipício, rumo ao ser feliz.
A primeira luz/dificuldade foi saber o que era ser feliz.
A segunda foi reter/manter quem – qual – tal – o que vier.
A terceira foi o próprio sol beijando a primeira praia e não sabendo que nome dar a si mesmo.
O sol estava hesitante, pois nesse instante vinha o receio de que tudo que fizesse seria dedicado ao amor pela areia/praia/mar, tudo que compunha o lugar.
Talvez fosse o momento do vento intervir. Mas ele também estava amando, namorando a brisa, assim como a brisa beijava as folhas, levitando-as e levando-as para seus destinos, seus funerais.
Não foi a última vez que foi a primeira vez. Mas aquela sintonia-sinfonia-sincronia estava formada, estava predestinada a ser o que era para ser, sem precisar de po…

Dueto da tarde (XXXV)

Dueto da tarde (XXXV)

Quando a luz incidiu no diamante dos teus olhos, coloriu meu mundo
E eu já não era mais um garimpeiro de mãos gretadas, batido pelas decepções.
Ouvi as canções no meu antigo coração surdo; soltei falações da minha boca de mudo
E pude ver o que minha vista cega de procuras falsas ainda não tinha visto, pois já fui um ser oprimido, castigado pela vida e pela lida, e abandonado pelos pais.
Encontrar o que encontrei em ti me encontrou. Das coisas que me disseste vem o mais importante: aceitação do meu pedido de companheirismo na aceitação de ser minha sombra.
Luz e sombra. Garimpo e diamante. Cansaço e renovação do dia-a-dia na voz de um silêncio pura melodia que anima minha alma e alivia e quebra as pedras do meu corpo tirando-me do imóvel.
Contigo sou movimento. E me movimento em tua direção, abrindo meus braços ou ajoelhando aos teus pés, redescobrindo o viés, não importa nenhuma outra importância porque entre nós a distância caiu da bateia.
Agora esta luz que vejo multic…