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Mostrando postagens de Janeiro 17, 2015

Enlace das almas - Um dos poemas e a orelha para o livro "Contos, Crônicas & Poesias".

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Publicação by Siempre 88.9.

Um dos poemas e a orelha para o livro "Poemas à Flor da Pele - Contos, Crônicas & Poesias".

Enlace das almas - André Anlub
Por debaixo da seda você me seda... Brinca de ser a pura, e, em apuros, me cedo. Deu início aquela conversa; deu o ensejo com a fuça de lua cheia; No bule o café bem fresco, na mesa o bolo, a maça e a ameixa. Na troca de vocábulos transpõem-se os obstáculos, Surge um oráculo inócuo no enleve dos versos leves; O dia rasgando com o sol no arrebate da torra, A noite fica sem jeito e deseja que escuridão se entregue. Nada daquilo é fracasso se o ocaso se vestir de amarelo, Largar um breu quase eterno, e com isso também foi-se o tédio... Há de parar com os remédios, vestir uma sunga e calçar o chinelo. (pisar no solo do sortilégio) Para todos a areia está fofa, o mar bem calmo e a brisa a contento; O inesperado não é tão enigma, pois temos a insígnia de um nobre guerreiro. O cabelo castanho vai ficando branco; o branco dos olhos, vermelho. O ano …

Gatilhos errantes

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Publicação by Revista Superinteressante.

Gatilhos errantes
Já vai à guerra fazer o que é preciso, Com esse brioso dom, com esse sétimo sentido, Breve e incrivelmente leve em tal comunhão; À sua mente: o grito grato expondo a dor E o corpo frio que levantam do chão.
A lua untuosa ilumina o caminho, Pés calçados na chinela velha de um guerreiro nato, Na mão empunha a espada ao alto  E a outra que quase esmaga Um garrafão de vinho barato.
Hilário no seu imaginário Com muito peixe – com muito lago Sem vil aquário...
É pescador e nômade, É gigante navegador, Senhor de diamantes Das ricas pedras sem esse valor.
Emblemática a fábula dos seres pensantes, (no oitavo sentido)... Bichos do mato abraçados ao calor do amor; Flutuam como pássaros em palácios de sonhos  (passam batido) Esquivam-se dos ínvidos gatilhos errantes.
André Anlub® (16/6/14)
Poema do livro "Talento Poético" lançado em SP no dia 10/1/15.

Dueto da tarde (XXXVIII)

Publicação by Brasil Post.
Dueto da tarde (XXXVIII)
As misérias da Miséria encostaram a testa no muro do desconsolo, Assistiram com olhos úmidos o contemplar prepotente do mau agouro Desenvolveram uma reza estranha, uma patranha com os céus, sem muito escopo E nos copos erguidos, com sangue – com vinho –, brindaram e blindaram o que não tinha vindo. Estava na imaginação, como num louco delírio, como num delírio louco, e não era pouco, era de tamanho brilho que iluminava o brio escondido no fundo do poço. Fazia estremecer a esperança que um dia animou aquele destino roto E, de um jeito torto, com muita ganancia e deselegância, algo despertou de morto... As misérias da Miséria então reuniram num só todo aquele logro, Levantaram um estandarte de que a felicidade estaria ao lado delas, Para dar um tempo no sufoco, uma mão de tinta no reboco, pagando caro e ao menos ficando com o troco. E veio a anistia, como “Anastácia” ganhando nova biografia; veio a nova chance de deixarem a sombra da Miséria Parar …