Postagens

Mostrando postagens de Janeiro 18, 2015

Solto os verbos com as rimas

Publicação by Sergio Reis.

Foi hoje pela manhã (André Anlub - 7/4/12)
Solto os verbos com as rimas Loucura sob o céu que observa Fortes são minhas asas que vão ao vento Fazendo do meu mundo minha quimera.
Sem bússola e sem direção Emoção no contato com novos povos Povos com ritmo, sem inadequação... Que eternizam a ação do tempo.
Nas paredes descascadas das igrejas  Visíveis imagens do envelhecimento Desmascaram as pelejas Nas esquinas religiosas.
Joelhos ao chão em devoção Entregam-se ao fado hipotético Aproveito e solto meu canto poético Afiada e desafinada oração.
Na saída não apago a luz Entregue ao provável destino Com estilo de esporte fino Nos pés um belo bico fino.
Charuto cubano no boca Fito no horizonte o disparate Aceno para qualquer boa pessoa Quero à toa uma guarida.
Volto do meu voo imaginário, Toquei o belo azul turquesa, Preservo com idoneidade e clareza O que ponho no papel da minha vida.
- Quero ouvir a verve gritando Ao mundo, ao pouco, como louca rara.
Preciso da sua leitura, De corpo nu em noite t…

Ser modesto e ser medonho

Publicação by AraGeek.

Ser modesto e ser medonho (André Anlub - 20/1/11)
Os olhos veem, o coração sente; Palavras soltas – versos obscenos. A língua passa por entre os dentes, As mesmas cenas passam a minha frente. Não me amofino, restou só eu! Absolvido por um talvez. Na sua vez, uma ré sofrida, Que nessa vida pagou o que fez. Todas as sombras são desejos E o seu jeito quase assombra. Há unicórnio com dois chifres E quero é mais! (aceito a honra). Nesse mundo alheio, Ser um ser bem pequeno: Um pingo d’água, Uma semente, vagamente,  Um grão de areia. O que restou da mágoa? Por entre o concreto e o abstrato, Estar perto ou em um sonho, Ser modesto e ser medonho. Um gambá ou ser um gato? Em todo canto procuro, Bem longe e próximo do mundo, Ser parte do seu rebanho.

Dueto da tarde (XXXIX)

Dueto da tarde (XXXIX)
Amanheceu com calor extremo e sol quente; gente indo às praias e piscinas, Gente deixando a pele em casa, para não queimar demais, e alugando outra pelo caminho. Há pessoas de essência e atitudes frias, sentadas em suas mesas frias onde só o café está quente. E há pessoas que sustentam estas mesas, como se as carregassem nas costas. Não seria desatino, se porventura – de repente – afinal, contassem o tempo de trás para frente, como uma contagem regressiva para um funeral. Amanheceu com calor extremo e o sol implacável fazia fermentar algumas verdades na pele sensível da indiferença Caiam mitos, ritos e crenças, tiravam as chupetas das bocas de algumas crianças E o tempo súbito pareceu gelado, embora escaldante. Estar de frente para si mesmo não é tão fácil quanto ir à praia, abrir guarda-sol, passar creme e olhar o desfile dos corpos. “O hábito não faz o Monge” – um monte de gente indiferente ao que verdadeiramente é por dentro, no cerne, no seu montante. O sol brilha gen…