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Mostrando postagens de Janeiro 21, 2015

Anéis de ouro branco

Publicação by Raquy Danziger.

Anéis de ouro branco (André Anlub - 27/7/13)
Teus anéis de ouro branco, Brilham como os dourados; São de dureza feito ferro, Redondos como o globo.
Anéis como tu és: Valiosos e únicos, Carregados com gosto, Mas que ostentam a penúria De serem vistos e terem utilidade.
Tu viajas onde divagas, Devagar, reages. Vives na teia da aranha que abraça o todo: O mundo, as pessoas e os desejos.
Na elegância que tens,  Encontras versos na ponta do lápis. E todos tem dito: - como é bom ler-te, cada letra, cada frase, cada verso... A união das palavras em coito vivo.
Está ai, pra quem quiser ver: - a paz e o amor! Que saem do coração e derramam Em delírio, em choro e grito.

Dueto da tarde (XLII)

Dueto da tarde (XLII)
Fomos até onde a curva da estrada já não era mais a curva da estrada, Tornou-se uma nanica quimera desamparada, desejo que foi para o brejo. Nenhuma vaca atolada (no brejo ou fora dele) poderia contestar: a curva da estrada sumira sem deixar endereço. Perguntas eram constantes, interrogações que voavam sem rumo, mas havia uma variante: o silêncio inquietante do mais adiante, incógnita gigante. Algumas bocas falantes – mexeriqueiros que sabem de tudo (até do que não existe), diziam ofegantes em alerta: a curva da estrada não mais existe... tornou-se uma reta. Perdendo-se no horizonte, perdendo-se no infinito, a estrada, feito a barca de Caronte, pouco se importava com gritos. Fomos então até à beira de um abismo, bisbilhotar; ele nos encarou, olhar sedento, olhos de Lince aos quatro ventos. A curva da estrada não-mais passou a ser a profundidade do abismo agora-e-sempre; nada mais ficaria exato, claro e no agrado se não houvesse o fútil e inútil interesse em saber o desti…