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Mostrando postagens de Janeiro 23, 2015

Dueto da tarde (XLIII)

Dueto da tarde (XLIII)

Passou correndo, comendo vento e, naturalmente, declamando poesia.
Naturalmente, o eco respondia. E ao que respondia o eco ele correspondia:
Venha poesia! - A cada verso solto, o eco, em dueto, soltava outro novo...
De dois em dois, não fizeram quatro nem vinte e dois, mas o que veio depois foi arte, foi ofício, foi o sacrifício em abraços de incondicionais lirismos.
O frenesi da intensidade também era a admiração pela extrema calma que o momento continha.
Assim, fazendo uma pequena continha, de dois em dois davam passos muito além de uma perna, como uma peregrinada eterna pela terna inspiração, moderna/arcaica forma de viver o mundo.
Eram completos em contemplar a candura da natureza; eram distintos, pois tinham a grandeza de apenas ser meramente simples.
Foi simplesmente isso, então. Passar correndo, alimentando-se de vento e expulsando a poesia das veias como se fosse um raio, ou até mesmo um parto raro, algo necessitando plena liberdade, carecendo de ar para tornar-…

Ziguezague e “ziquizira”

Publicação by Mpora.

Ziguezague e “ziquizira”
Na vida da dama os fulgentes ofícios Dócil anjo do hospício que tingiu em sua vida: Guaches, canções, letras, artifícios... Do repente que trouxe delicada guarida.
Ziguezague de arranque, bucólico sentimento, Mão dançante e frenética da mente produtiva. Ziquizira que se rendeu ao faminto fomento E no momento só enxerga a real perspectiva.
Andarilha no trilho, falcão de voo sucessivo, Faz do seu trabalho o ato muito mais expressivo. Do suor do seu couro nesse denso mundo raro,
Faz de seu umbigo somente mais um detalhe. Que a inspiração não suma, não durma e não falhe... E se doe doce no eterno, açucarando o seu faro.
André Anlub (24/8/14)