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Mostrando postagens de Janeiro 26, 2015

Dueto da tarde (XLVI)

Dueto da tarde (XLVI)

Esperando um grande progresso, encontrou um retrocesso e perguntou: O que faço com este sucesso?
Era assombrosamente descabelado, algo assim como o inferno congelado e um rato audacioso.
Cauteloso, foi palpando aquela superfície viscosa, sensação de carne esponjosa, boca de espingarda se fazendo de dengosa.
Nesse meio tempo inteiro, já havia o planejo desvairado do que seria feito com tal coisa; mas nada saiu como planejado.
A vida não é o que esperamos da vida. Lição carpida em muita despedida de ilusões grandes.
Mas ele abraçou a causa, tratou de guardar na calça, pois se cansou de prestar contas à sua consciência.
Cansaço inútil: ela estaria sempre disposta a cobrar. Mostrou-lhe a carteira vazia, entretanto, e partiu sem espanto para outra. Quem era a outra? O que era a outra?
Seus pensamentos se perderam numa avenida oca, que nem eco fazia; entre tantos temores, ali, na boemia, o seu olhar agora só a via... 
Sim, só havia vê-la. Estava ali, inconteste. Esperando um re…

Das canduras

Publicação by Cifras.

Das canduras (André Anlub - 5/5/12)
Há algo doce no ar, algo simplesmente belo, Não possui preconceitos nem tampouco orgulhos, Voa por si só e se pousa é por receber amparo. Cheio de valores e com aroma tranquilo... Segue impetuoso impregnando prosperidade. Jamais rejeitado, sua presença beira um salutar vício, Jamais desmentido, pelo simples fato de ser a verdade. Há algo majestoso no seu olhar, posso ver no espelho; Rondando pelas entranhas e contagiando o sangue,  fazendo os pés saírem do chão e as mãos tocarem o céu  (invalidando qualquer pensamento malfazejo). Podem senti-lo por dentro acalorando até à flor da pele,  fazendo tudo maior, melhor e dando inspiração; Trazendo sorrisos, forças e infinitas vontades,  mostrando que de nada vale a vida sem emoção.
Agora há o costume de seguir o próprio caminho, Escolher as pontes e portas  e ficar frente a frente com o vendaval,  sem o aval alheio, sem olheiro,  sem frase feita e sorriso banal.

Excelente semana aos amigos

Jetsunma Tenzin Palmo nasceu na Inglaterra e foi para a Índia com 20 anos, virou aluna de Khamtrul Rinpoche, viveu 12 anos em retiro numa caverna no Himalaia, tornou-se a segunda mulher ocidental ordenada no budismo tibetano (escola Drukpa Kagyu) e fundou um monastério de monjas, onde é a responsável hoje em dia, além de oferecer palestras e retiros pelo mundo todo. Com uma linguagem simples e um foco na vida cotidiana, sem discursos eruditos, ela é uma grande professora, recomendada por Sua Santidade o Dalai Lama e Alan Wallace.



Um ser quase sábio e afins (compilação)
André Anlub

Em paz abro um gigantesco sorriso
E nada indeciso, festejo;
Meu desejo não é conciso,
E no benfazejo busco o breve beijo.

Por vezes penso em puxar a tomada,
Desligar-me de tudo, raspar a cabeça,
Limpar a consciência e ir atrás da paz interior.

Sonhei com o Tibet!
E pra quebrar o tabu, sem quebrar a tíbia:
Vou tocar tuba, dentro de uma taba,
Deitado em uma tumba.

Eu uso a Itália de bota,
Bebo a Via Láctea no café;
Sou Deus q…