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Mostrando postagens de Janeiro 30, 2015

Dueto da tarde (L)

Publicação by ‎مشروعنا.بالعقل نبدأ‎.

Dueto da tarde (L)

A porta aberta para o quarto vazio deixava olhar mas não deixava ver, 
À meia luz tudo era repentino, tudo era tênue e curioso, de uma curiosidade ansiosa, expectante, que procurava esclarecimentos onde só havia hipóteses. 
Com o passo à frente ouve-se o som de um sino, no esticar das mãos sente-se uma leve chuva.
Já não é mais apenas a porta de um quarto vazio aberta. É a porta de um mundo vazio aberta,
Como uma passagem incerta sem seta indicando direção; um vigente vão vazio cheio de interrogação.
O olhar trêmulo, as mãos fixas, os passos suando, a pele tropeçando, eis o avanço inevitável para quem quer saber,
Entra com ar de orgulho, como um mergulho profundo em parca iluminação, tateia com receio, meio que afasta teias de aranha, sentindo a sensação estranha de não estar sozinho.
Há mais coisas num quarto vazio de porta aberta do que os olhos não enxergam quando não enxergam; há a inspiração voando, a paixão deitada, o ódio debaixo d…

No sofá de uma sala

Publicação by ‎Shasha.ps | شاشة نيوز‎.

No sofá de uma sala (André Anlub - 21/4/13)
O amor é a maior das certezas E mesmo assim acontecem infinitos equívocos.
Não se fala em outra coisa Em todos os lugares: Em bares, ginásios, tablados, Basílicas, praias, boates, Iates, aviões ou carros.
A bola gira, cabelo cai, O amor derrotado. Flecha no peito, faca nas costas, O bobo da corte coroado.
A imagem escureceu, Os braços ficaram pesados E nada mais se pode fazer.
Há um enorme e frio buraco, Onde o eco cantarola sua fala E no perceber que chegou ao profundo Vê-se sentado no sofá de uma sala.

Meu Rio de Janeiro

Imagem
Eu e a Equipe vencedora do PARAPAN, Verdadeiros Vencedores.

Meu Rio de Janeiro
(André Anlub - 2/4/09)

Como pode alguém amar tanto um lugar:
- Suas praias, montanhas, que emanam o amor,
Curvas das ruas e de suas crias,
Histórias, memórias, um glorioso legado.

O amor materno que sempre me banhou,
De pequeno até adulto do seu jeito fui criado.

Beleza bronzeada da cor do pecado,
O carinho do toque de sua maresia,
A visão e beleza do nosso senhor.

Fim de tarde (pés descalços) no arpoador.
Uma estrela do mar e do céu 
que os meus olhos saciam, 
da primavera ao inverno 
no seu colo à vontade... 
quando a faca lhe fere também sinto a dor.

Meu Rio perfeito:
- quero-lhe bem, quero-lhe sempre!
Mostra para o mundo inteiro,

Que você ama (é fiel) amor verdadeiro.

Como é bom gente simples, leal, aberta, que acerta e às vezes erra; 
gente que é o que é e faz o que vier na teia; 
gente que bebe água ou uísque ou cachaça ou café no copo velho de geleia.


Publicação by Cariocas.

O sábio e o tolo

Publicação by Revista Trip.

O sábio e o tolo (André Anlub - 24/3/13)
O mais sábio homem também erra, Erra ao tentar ensinar Quem nunca quis aprender. Os tolos morrem cedo, Senão por fora Morrem por dentro, Ou ambos. O mais sábio homem Também ama. E nesse amar, Mergulha... E se entrega, Confia, E muitas vezes Erra. Os tolos desconfiam, Nunca arriscam, Nunca amam, Por isso acabam não vivendo... Morrem por dentro e por fora, Acabam errando Sem jamais terem sido sábios.