Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro 2, 2015

Iemanjá (parte III)

Imagem
No dia de Iemanjá, se liga! ‪#‎respeiteomeioambiente‬



Veja dicas de como agradar a Rainha sem degradar o mar

Esta segunda-feira, dia 02 de fevereiro, é dia de Iemanjá. Nesta data tão especial, os baianos têm a tradição de levar oferendas coloridas, perfumadas, cheias de flores e presentes para a rainha do mar. Mas quais presentes podem ser oferecidos a Iemanjá e que não contribuam para a degradação do ambiente marinho?

Para ajudar a escolher presentes que não agridam o meio ambiente e saber quais oferendas podem ser evitadas, o biólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas, Cláudio Sampaio manda às dicas. “Em um dia festivo, de confraternização, a gente, querendo agradar, acaba agredindo o mar”, afirma Sampaio. Ele ressalta que esta questão deve ser tratada com cuidado, já que estão envolvidas questões antropológicas, sociais, ambientais e que é uma tradição na Bahia.

“O presente é muito importante para manter a tradição viva, mas a gente tem que começar a pensar que os plásticos…

Iemanjá (parte II)

Imagem
De toda a imensidão do planeta
só quero estar nesse mar belo
de Iemanjá, Iracema, Otelo.
Mar de perfeitos sonhos
folclores, tesouros e viços
dos nautas, vikings, corsários
navegadores fenícios.
Mar de amores lendários
imaginários, antigos
concretos, ambíguos
de interminável poesia
que em toda alma habita.

André Anlub
ALGUNS MINICONTOS

- Era você no telefone? - Era. - Por que não me disse que era, quando eu perguntei? - Queria ver se você me reconhecia. - E agora que eu reconheci, o que acontece? - Agora eu ligo de novo. Mas não agora.

Quando o cachorro de Asquinando começou a miar, ele não se importou. Mas quando seu gato começou a latir foi demais pra ele. Vendeu os dois para um circo e comprou um canário. Até agora o canário não mugiu.

A brincadeira espirituosa disse algumas coisas para a grosseria que ela não gostou. Respondeu grosseiramente. A brincadeira espirituosa não disse mais nada. Mas continuou se divertindo.

- Que nome tinha aquele personagem incrível? - Nenhum. - Isso mesmo, Nenhum. Incrível, né?

O trabalho de esquecer estava indo muito além, do que Antinaldo esperava. A cada vez que o dava por findo, uma fisgada na memória o fazia lembrar que não esquecera. Muito aborrecido. Então Antinaldo resolveu inverter as coisas. Em vez de esquecer, exigiu-se lembrar de tudo, nos menores…

Dueto da tarde (LIII)

Publicação by DoktorlarSitesi.NET.
Dueto da tarde (LIII)
É assim que acontece: noite, luzes da cidade grande, transeuntes, carros e mendigos sossegam, Pesadelos abrandados pelo álcool, angústias que recebem tapinhas nas costas, ânsias que deitam pra dormir. Corpos insanos ao chão, mas é somente mais uma noite comum, que a lua observa de camarote e às vezes chora em chuvas silenciosas. O passeio dos animais escuros e abstratos é ruidoso e quente como um visco derretido e a boca da desolação tem dentes cariados até as gengivas. Visão degradante sem “adiante”, sem fim; caça aos elefantes, matança atroz atrás de marfim. Burro atrás da cenoura, cachorro atrás do rabo. Correr, correr, depois ter a noite assim à disposição da lassidão; como viver uma falsa comunhão, uma mentira no espelho; como o apavorado sem medo que oprime a si mesmo. A lua, com inveja do sol, que pode queimar tudo, suspira uns ventos prateados e deixa correr o sangue ruim. Mesmo sentindo-se cúmplice, cumpre a missão de só ser, e …

Iemanjá

Imagem

Dueto da tarde (LII)

Imagem
Dueto da tarde (LII)

Havia uma palavra mais triste entre as palavras mais alegres, uma sombra bem disfarçada na plena luz do sol, camuflada pela timidez, pelo acanhamento e pela vergonha, de expressão minúscula, se moldava em versos curtos e se escrevia no lado negro da lua.
Leitura difícil: fácil era ler as palavras que saltitavam de excitação, que diziam olha pra mim, olha pra mim!
Olhos banais tendem a caçar leituras comuns, simplistas; olhos atrevidos vão além... buscam teores implícitos, metáforas e alquimias.
São olhos com dedos delicados na ponta dos cílios, são olhos com radares sutis, que viajam de carona nas asas das reticências e capturam vírgulas em outros confins.
Seguem a trilha que a intuição abre na mata densa do encabulamento e chegam a clareiras insuspeitas, vestindo as vestes de livros antigos, bebendo copos de vinho de letras, fazendo do conhecimento alimento que a palavra mais triste, ainda tímida mas já desnuda, berra com todas as forças, mesmo que dentro das mentes, …