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Mostrando postagens de Fevereiro 5, 2015

Algumas Histórias - Parte IV

Publicação by Gui Bassalo.

Algumas Histórias - Parte IV
(16/3/12)

Conto um conto verídico:
- um céu absolutamente negro arranja essa paisagem que agora exponho,
Hoje me recordo não como pesadelo, mas sim um bom sonho.

Personagens afins...
Lua minguante – tímida boca sorrindo
Um grande amigo comigo,
Os dois loucos de pedra.

Um fusca branco
E um garrafão de cinco litros de vinho;
Disposição e atitude
E a insensatez da juventude.

Era um final de semana comum
Do nada (às três da manhã)
Tivemos a ideia de ir para Miguel Pereira (cidade);
A casa era de um conhecido,
Mas nunca havia ido e não conhecia o caminho.

Problemas e afins...

São Pedro solta uma água bem forte
E pra arrematar a imensa falta de sorte,
Não temos limpador de para-brisa...
Para resolvermos a premissa
Duas goladas bem fortes.

Metade do meu corpo estava fora do carro,
Camisa velha na mão,
Limpando o campo de visão
Até acharmos abrigo.

Encontramos um bar aberto de beira de estrada,
(tinham uns quatro indivíduos com ares suspeitos)
Mesmo assim esperamos o …

Dueto da tarde (LVI)

Publicação by Films For Action.

Um sol muito especial dizia a uma lua tímida que não há nada como ser fria, pois acalora corações apaixonados, poéticos e ilumina as noites sombrias. A lua não deixou de ser tímida com isso, mas começou a olhar os amarelos do sol com outros olhos; o flerte era incrível, visível e intenso: a lua tomou o sol como inspiração e começou a pintá-lo em suas telas, tornou-se tema de seus poemas. Ele olhava para aquilo como um pai olha uma filha. A terra já tinha feito a mesma coisa, eternidades antes – infinidades depois; as intimidades eram para estar guardadas para caso aconteça um imprevisto, um dilema. A lua não sabia disso. A lua só sabia dos calores que sentia em sua fantasia; ela queria mais aproximação, mais luz, imaginava andarem juntos pelo parque universal, beijos descontrolados e a missão de levarem uma nova lua e um novo sol a outras galáxias. O sol olhava para isso como quem acompanha uma criança no playground. A lua, mesmo tímida, queria mais... arreg…
ALGUNS MINICONTOS
A Pequena Pergunta queria muito falar com a Grande Pergunta. Mas a Grande Pergunta só tinha interesse na Grande Resposta, em mais nada. E a Grande Resposta era demais para a Pequena Pergunta.

- Olha, eu acho que você não sabe o que está dizendo. - E eu acho que você não sabe o que está ouvindo. Mas isso pode ser coisa de quem não sabe o que está dizendo.

Lapiva morava muito longe, Clâmpio estava quase desistindo. Pegar três conduções para chegar lá e ser mal recebido não podia se chamar de um bom negócio. Mas Lapiva ainda lhe dava alguns sinais de que talvez, quem sabe. Por causa deles Clâmpio continuava enfrentando a maratona e, depois dela, a decepção. - Você acha que vale a pena? – a voz da sensatez lhe perguntava. - Talvez, quem sabe – respondia um exausto e neurastênico Clâmpio.

- Como é que se joga isso? - Não sei. Não faço a menor ideia. Mas já perdi 200 reais em apostas.

- Você acha que eu sou muito egoísta? - Só quando quer tudo pra você.

O anonimato …

Cheiro de madeira queimada

Publicação by Canal Brasil.

Algumas histórias (André Anlub - 12/02/12)
Cheiro de madeira queimada, Na ponta dos espetos - salsicha e queijo Sicrano tocava um blues na viola E eu tirava um som da minha velha gaita. Fulana cantava melodiosamente no ritmo, Enquanto Beltrano arrepiava nas latas de Nescau. Os animais, com o barulho, já haviam corrido, Era uma calma e bela noite logo após o Natal. O show já estava frenético e sem rumo, Vaga-lumes embriagados rodeavam o local. Em uma nuvem se escondia a lua minguante E não havia qualquer luz artificial. Na sombra da fogueira imagens curiosas Dançavam com a música nas árvores e arbustos. Deu-se uma imagem sombria de um corvo, Logo se transformou em uma flor formosa. São momentos inesquecíveis na mente Que nem mesmo o garrafão de vinho conseguiu apagar, Transformadas anos depois em alguns versos e prosas E essa história ocorreu em Visconde de Mauá. Depois retorno para falar das cachoeiras... Ah, as cachoeiras...
Parte II (2/3/12)
Estava cá com meus botões, Rememorando ve…