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Mostrando postagens de Fevereiro 8, 2015

Anéis de ouro branco

Publicação by Ecosurf.

Anéis de ouro branco
(André Anlub - 27/7/13)

Teus anéis de ouro branco,
Brilham como os dourados;
São de dureza feito ferro,
Redondos como o globo.

Anéis como tu és:
Valiosos e únicos,
Carregados com gosto,
Mas que ostentam a penúria
De serem vistos e terem utilidade.

Tu viajas onde divagas,
Devagar, reages.
Vives na teia da aranha que abraça o todo:
O mundo, as pessoas e os desejos.

Na elegância que tens, 
Encontras versos na ponta do lápis.
E todos tem dito:
- como é bom ler-te, cada letra,
cada frase, cada verso...
A união das palavras em coito vivo.

Está ai, pra quem quiser ver:
- a paz e o amor!
Que saem do coração e derramam
Em delírio, em choro e grito.

Publicação by Mavi Kocaeli.

Dueto da tarde (LIX)

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Dueto da tarde (LIX)

A rosa abriu-se em perfumes e cores que ninguém tinha visto ainda.
Patchouli com mais de mil odores – Arco-íris com mais de cem cores.
O encantamento dos que passavam era também o impulso de pegar dos que passavam,
Vai e vem de mãos sedentas movidas pelo egoísmo evidente e inerente dos sem amores.
Ânsia de ter para ser. Ânsia de não ser quem não tem. E a rosa apenas ali, sendo o que era.
Dentro dos homens, a fera; dentro das mentes, megera; dentro da rosa, modéstia.
Modéstia esplendorosa, capaz de virar cabeças e disparar incontinências nas mãos ávidas, atordoando os olhos e abrolhando imbróglios em quem não se contenta em apenas apreciar.
Quando essas mãos chegaram, com a pressa dos apressados, com a fúria dos furiosos, com a gana dos enganados, a rosa foi mártir.
Fez parte da paisagem, e agora parte – sem despedida, some num estalo – suas cores no vento, as fragrâncias ao faro.
Já não está mais o que estava, a beleza é apenas uma recordação na memória do vento, como uma o…

Ser Quase Sábio

Publicação by Oscar Filho.

Ser Quase Sábio
(André Anlub - 4/9/10)

Dos três métodos para ter sabedoria
Como Confúcio dizia:

O primeiro é por reflexão
- É o mais nobre...
Esse para mim não existia.

O segundo é por imitação
- É bem mais fácil
Mas digo não!

O terceiro é o meu jeito,
É também o meu fardo;
É por experiência
Com certeza o mais amargo.

Sabedoria não nasce em árvore
E eu com meus poemas,
Papéis, papiros e rabiscos,
Bloquinhos, lápis, problemas...

Tudo isso esquecido
Na imaginação de uma cena:

Um fogão a lenha queimava,
Era uma bela manhã.
O café já pronto na mesa,
O trem passava apressado,
Cheiro de chá de hortelã.
Um dia começa bem cedo,
A pressa de uma nova jornada.
A cada renovar de uma vida
Portas se abrem, saídas.

Espantam a depressão,
Curam recentes feridas;
Libertam almas caídas
E estendem a palma da mão.

Nela existe a resposta,
O amor de um coração
É o sim e o não da questão.

Por debaixo da seda
Você me seda...
Brinca de ser a pura,
E, em apuros, me cedo.

Anjos trouxeram predicados,
Abençoando as conquistas, 
L…