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Mostrando postagens de Fevereiro 10, 2015

Por onde andei?

Publicação by Sergi Constance.

Por onde andei?

Sufocando-me com palavras de medo,
Pisei em recintos baldios, de escasso oxigênio.
Com o sentimento e o enredo em tormento,
Quase sempre acabava, na rua na vala, em desfecho infeliz.
(desagradável)

Ia de encontro ao trem bala da história,
Ao revolto trem expresso sem nexo,
Em conventos de inventos – Freiras nuas e loucas.
(insonhável)

Na imaginação em reverso de um incesto incerto,
Nunca foi sexo de pretexto, tampouco ultraje de um traste.

Perdia as estribeiras, perdi a linha – o vento e o vinho;
Já sabia que minhas palavras dormiam,
E as alcunhas surgiam
Em mil punhados de disfarces.

Perdi a noção do correto,
Fiz curvas do reto
E do cego um deus.

André Anlub
(10/2/15)

Dueto da tarde (LXI)

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Dueto da tarde (LXI)

O sol inclemente fazia a pele gritar por sombra e a boca exigir água.
Na areia cálida, ilusões: cálices de um Château gelado e banhos de chuvas de granizo.
Na calçada escaldante, os pés sonhando com lagoas e os olhos mirando miragens impossíveis.
O mundo gira com o sol acoplado; seu corpo balança e parece flutuar no ar quente, entrando quase em autocombustão.
Os pulmões querem o que os pulmões não podem ter. Mas os pulmões querem, os pulmões querem.
Mente e corpo definhando, grito seco na garganta, olhos vermelhos em braseiros e uma única probabilidade de sair ileso:
Não estar ali. Mas ele está ali. Ele e seu corpo gritando para não ficar. Ele e o desafio à lógica da sobrevivência. 
Sim, ele está em evidência, pois talvez seja um insano andando perdido no destino; não, não está em um manicômio, mas nem ele sabe ao certo; só se sabe que de perto todos são loucos indefesos. 
Não está num hospício mas é um sacrifício viver neste sol louco. Ergue a voz num canto esquisito, ven…

Teus Cantos

Publicação by Yusnaby Pérez.

Teus Cantos
(André Anlub - 5/2/09)

Quero agora tocar-te..
Corpo de seda,
Lábios de veludo.

Quero voar em teus olhos azuis,
Trocarmos de línguas,
Fazer-te um filho
Ou só ficar no tentar.

Quero meditar contigo,
Ser o primeiro e o último,
O maior e o melhor:
O mais amado, o menos temido.

Quero chamar-te de meu amor
E por entre carícias, pernas e braços,
Relevos e aperitivos...
Amar-te sem fim.