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Mostrando postagens de Fevereiro 12, 2015

Finalidade da Arte

Publicação by Arte 1.

Engatinho na escrita e na arte, feito criança sapeca, levada; vou de encontro ao bolo ou a bola, entro de sola; mergulho no sonho totalmente cego e sem ego, sem pretensão de ser nada.
Lá no final de tudo, onde o grito é mudo, quem sobrevive é o talento.

Finalidade da Arte

Abranjo o pincel como se fosse meu pai,
Chega de despedida, chega de adeus;
A inspiração chegou e a timidez se foi...
Sou Netuno, Odin, Zeus.

Faço um traço e entro em ação,
Cores dimanam do meu pensar;
Encéfalo explode é ogiva nuclear
Arco-íris – cogumelo – refração.

Começam a germinar imagens,
Transpor o que tinha na gaveta da mente;
Minhas passagens e viagens incoerentes
Saem absolutos, imponentes, pelas mãos.

Os "nãos" e os "sins" de outras épocas ou horas
Conspurcam a tela branca; formam uma figura que desbanca a imaginação do artista e sua história.

E pronto, o rebento lindo e bem-vindo,
Ali, à sua frente, imaculado;
Émais uma obra quase do divino...
Da verve, alento, do artista amado.

Gosto …

Dueto da tarde (LXIII)

Publicação by Olhar Digital.

Dueto da tarde (LXIII)

Os bolsos vazios de mágoas talvez esperem uma justificativa para a felicidade.
O sonho enterrado e o fato de gostar de nadar nas tempestades em copos d’água mostram e demonstram aos monstros a amostra que de grátis não tem nada.
E segue o fluxo do sangue – ralo abaixo; e nega o impulso de ter pulso – ralo abaixo.
Os bolsos vazios de mágoas procuram uma saudade que já se desmanchou como a nuvem que não choveu, e não molha não rega (como um filho que não nasceu ou uma grande lagoa sem peixe) apenas está ali, alimentando a falsa e árdua esperança.
Um passo trôpego na calçada do entendimento? Sonha. Sonha e vai junto com o tombo, essa indefinição é alimento, é alento, é aflição que beira uma obsessão; no fundo (e nem tão fundo assim) há gosto, há prazer criando uma espécie de desenvoltura de viver nesse sofrer.
Os bolsos vazios de mágoas ou os bolsos cheios de mágoas?
Já nem sabe o que cabe em seus bolsos, pois nada fica no ar sem ser tragado pe…
ALGUNS MINICONTOS

- Onde é que está o sentido de tudo isso? - Na direção, talvez. - E quem determina a direção de tudo isso? - O sentido, provavelmente.

Há muito tempo Zulinha já havia dado a causa como perdida. Terça-feira passada Cevérsio apareceu lhe dizendo que a causa pode ser ganha. Zulinha disse obrigada, mas eu estou muito bem sem esperar nada de ninguém. Cevérsio insistiu que era possível ganhar, que ela não deveria desistir assim, que o mundo é dos lutadores, que a glória é dos que não se entregam, que entregar-se é degradante e que não há vitória sem sacrifício. Esta última afirmação foi feita na calçada, depois de Zulinha ter fechado o portão, a porta e ligado o rádio.

Pólquira encontrou a solução dormindo a sono solto na rede à sombra no pomar. Ande, venha, preciso de você agora, já! A solução primeiro  não entendeu nada. Depois entendeu que fôra tirada do sono sem a menor consideração para com seu prazer e seu relax. Por fim entendeu que não tinha nada a ver com os pro…

Quase um suspiro triste

Publicação by Isa Magalhães.

Quase um suspiro triste
(André Anlub - 26/2/14)

E a neve derreteu:
Foi-se à tarde naquele despovoado de ecos,
Suspenso num chão de tacos de pedras:
- Mostrando que sempre existirá a sangria.
O caos e o medo, mesmo em mistério
É qualquer imaginação.

Pois naquela mesma tarde
Veio o escuro - escroto e escrito
Na testa, no tiro, espinha.

Ensaiou um sorriso com o dia,
Estático, no canto da boca: contato!

O dia queria gritar por todos os nomes,
Dos vivos, dos ventos e dos loucos:
- Sabemos que ele derreteu a neve.

Solidão branca e gravida gerou e errou:
O pai não a quer; a mãe corre a esmo,
Sobram os irmãos, somente os irmãos:
- Quaisquer.

Mão de mãe é sofrida e sortuda
E entendida de amor
Segue no colorido na estrada,
Firme e forte caminhando em frio e calor...
Povoará esse seco mundo
Que a neve derreteu.

Cantar pra subir

Publicação by Miguel Feijo da Silva.

Cantar pra subir
(André Anlub - 25/6/14)

Da boca só se ouvia aquele timbre suave 
Que soava na nuvem fazendo canção;
O sol sorria rasteiro e olhava cabreiro
Certo campeiro de cabeleira rastafári;

Chegaram o broto de feijão e o camarão
Trouxeram a tatuagem da maresia na pele e a santa festa “al mare”.
No horizonte o vermelho entre dois apreciáveis coqueiros
Que formavam aquele meu e seu (nosso) coração.
Talvez no mundo haja muito de injusto acontecendo,
Mas naquele momento, ali, só festejos;
Nada de ser herói tampouco bandido,
Das bocas agora, ao sol e a sós, só o estalar dos beijos.

A vida estava tão boa que aproveitando a garoa
Todos se desnudaram vestidos:
Eram confissões de pecados insurgentes,
Pensamentos e elos perdidos,
Eram tantos caracteres maus e travestidos,
Que há escassez de caracteres para escrevê-los.
Agora a felicidade foi ao extremo
E conseguiu atenção...

Agora grita quem já foi pérfido:
“Todos nus, todos nus... será que posso?”
A sensação de mais gengibre …