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Mostrando postagens de Fevereiro 16, 2015

Para ponderar... (brincadeira tem hora)

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Brincadeira tem hora... e de mau gosto, preconceituosa e rasa não devem ter mais espaços.

Publicação by Fernando Cabral.


Dueto da tarde (LXVII)

Publicação by Rafael Martins.

Dueto da tarde (LXVII)

Ainda não nasceu o dia mas a noite já se prepara. 
Um tailer transparente sobre a tez, um chapéu chique de praia e uma saia rendada de puro algodão egípcio. 
Não há nada que ela não saiba e não há nada que ela conheça. Tudo é velho novo. Tudo é novo velho. 
A noite foi morar uns tempos na Noruega, lá sentia-se mais ativa, participativa, mais mulher pura – dona de casa e da rua. Morou lá por doze horas. Voltou com a cabeça cheia de ideias que o dia ouviu com muita paciência; e na inocência de menina velha, quis transformar o mundo todo, uma revolução quase guerra.
Poucos entenderam. As manhãs não entenderam. E continuaram a chamar todas as cores da alvorada em seu favor. 
Foi um “auê”: nuvens em frenesi louco faziam formas obscenas; os mares ficaram revoltos e descontaram sua raiva nas pedras e mariscos.
Todos queriam e não queriam. Todos queriam sem saber o que. Mas queriam firme, queriam forte.
E foi assim que o sul se uniu ao norte, e joga…

Preto e branca

Publicação by Deleuze Recombination.

Preto e branca (André Anlub - 5/6/13)
Garanto minha frágil presença No pensamento mais estranho Que remete ao pesadelo Da minha pele pintada de branco.
Enxergo essa minha entrega Em reflexos de uma lâmina cega. E de maneira sutil, tão simples, Transcendo ao corte seguinte.
Em doação que faz mistura, Nossas cruas carnes nuas Fez contraste no arraste, Na queima que é de praxe, Do protocolo em leitura.
Ah, minha branquinha! Bebemos na água pura.
Pegue o banco e a caipirinha Venha sentar-se ao meu lado...
(desnuda – noite - minha)

Etílico silêncio

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Etílico silêncio
(André Anlub - 2/2/12)

Meus silêncios são pendentes dos seus,
Gritam sem som enquanto você não volta.
(as voltas pelos bares, garrafas, copos).

Espero-lhe... 
Madrugadas, mágoas e salmos. 

Minhas revoltas,
Andando pela casa
Marcando o carpete
E os olhos de águas...

Socando pontas de facas
Lembrando-me de épocas.

Amo você... 
Quero-lhe como era 
(abstêmio e calmo).

Sua vida é falência e desgosto,
Pelo menos agora,
Nostalgia desarrumada,
Procurando encosto e gastando saliva. 

E na relva brotam palavras ao vento;
Declama poesia mas não sonha com mais nada. 

Muitos silêncios se atrelam
Aos de nossos rebentos,
Sons de vários momentos
Que por dentro se abafam.

E os mesmos por vários meses e anos 
Falam muito mais que um mar de palavras.