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Mostrando postagens de Fevereiro 17, 2015

Dueto da tarde (LXVIII)

Publicação by Cifras.

Dueto da tarde (LXVIII)

Zé calçava as botas de couro para ir de encontro ao seu estimado alazão, que já o aguardava nas manhãs de tempo bom.
Era o alazão do sonho. Zé cavalgava seu sonho como um fazendeiro orgulhoso; fazia até planos futuros: levá-lo para uma terra distante e soltá-lo com os cavalos selvagens.
À Natureza o que é natural. A natureza de Zé não queria seu sonho preso as cocheiras da insuficiência, pois correntes, bocas amordaçadas, olhos vendados, asas aparadas nunca fizeram parte de seus princípios.
Não eram coisa dele. Coisas do Zé eram soltas no vento. Zé calçava as botas de couro para ir ao encontro do vento, voava nas folhas das árvores e nas dos livros, pintava o sete fazendo de chiclete com a morte e pintava o oito fazendo o coito com a vida.
Essa era a vida de Zé. Se você encontrá-lo em algum espelho, não se assuste: liberdade verdadeira é praticar a liberdade.
E se o espelho encontrar você, lembre de onde amarrou seu cavalo.

Rogério Camargo e André…

Sicrano Barbosa

Publicação by NShape Fitness.

Sicrano Barbosa (André Anlub - 14/5/14)
Chegou o tempo das convicções positivas De amores desatados por mãos limpas Lavadas com o suor da procura.
Eis mais um desafio no meio do povo  “de andar semelhante”: - barba bem feita, O sapato novo E alma nada desnuda.
Eis o semblante guerreiro, Os filhos na escola e hora na labuta: - comida na mesa e nove talheres Para apenas duas mãos.
Chegou o tempo de desprender-se do básico E não se sentir um traste por nada ter de praxe.
Fugindo da história:
Foi convicto à feira no domingo E comprou seu peixe...
Subiu no velho caixote E disse a todos os ouvintes: - é bendito e bem-vindo o tal de Benvindo Nogueira...

Deputado do povo  (eleito por ser um homem oprimido).
Voltando à história:
No arraste das horas a barba crescendo E o sapato mais velho, Vê-se esotérico ao som erudito De um novo critério;
Agora homem simples, Sicrano da vida Em um mundo baldio.
A vida estava por um fio, Mas as nuvens se foram E tempestades sumiram. (o chão é o limite)
O tempo chego…