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Mostrando postagens de Fevereiro 19, 2015

Para pensar:

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‘Não tenho tempo pro não essencial’, diz neurologista com câncer terminal
Na categoria Geração E por QSocial em 19/02/2015

O neurologista britânico Oliver Sacks, 81 anos, anunciou hoje que está com câncer em estágio terminal, em um texto publicado no “New York Times” e logo replicado em todo o mundo.


O escritor e professor da Escola de Medicina da Universidade de Nova York afirma no artigo, intitulado “Minha própria vida”, que se sentia saudável até um mês atrás, quando foi diagnosticada uma metástase no fígado.
O cientista conta que, há nove anos, tratou de um raro melanoma ocular que tinha apenas 2% de chance de sofrer uma metástase _e ele está neste grupo. “Minha sorte acabou.”
No texto, sóbrio e poético, Sacks diz se sentir grato por ter tido “nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original”. “Mas agora estou de cara com a morte”, afirma.
E segue: “Depende de mim escolher como quero viver os meses que me restam. Tenho que viver da maneira mais rica, profunda e produt…

Dueto da tarde (LXX)

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Dueto da tarde (LXX)

Dois olhos me olham com um olhar brando, mas inquietante, olhar de dúvidas e expectativa.
Na sombra deles eu me preparo para não ser esquecido e lanço um grito para o eco surdo.
Radicalizo meu singelo espaço cósmico doando meus planetas e estrelas aos olhos alheios.
Abro o guarda-chuva da angústia sob o sol da melancolia e visualizo ao vulcão da ineficácia derretendo as pedras do alicerce.
Na hora, através dos olhos, chegará minha máxima e me lançará o convite à sorte do sorriso mais largo, a fala mais forte e alinhará toda minha galáxia.
Na hora. Estou sem hora. Sou senhor das horas mortas que ressuscitam na práxis, faço plástica na cara da morte, afio a foice e o cabelo eu lavo, pinto e faço trança, fazendo-a parecer novamente criança.
Dois olhos me seguem nesta dança. Diretor de cena coçando a pança, quebrando a balança com o peso da sua exigência. Isto cansa.
A observação vai além – se dita à regra: rega-se a ruga e irrigam-se os olhos com o pranto mais sincero.
São do…

Trem de perfume e fumaça

Publicação by artFido - fetching art.

Trem de perfume e fumaça
(André Anlub - 25/03/13)

Não se sabe se o perfume se espalhou
Pelos bosques coloridos e imagéticos.

Na nossa aldeia, logo, logo, deflagrou:
O colírio, canto lírico e poético.

A proeza dos sãos bardos atracou
Lá no cais latem os cães dos letrados.

Viu-se o verso no reverso - só versar.
Fez-se a música que alindou o ser amado.

Bela a rima morro acima
- No luar.
Brilho forte do sorriso
- A majestade.

O vai e vem ao som do trem deixou saudade.
De joelhos o anel da união,
Juramento que testemunha
A branca garça.

Iluminou o casto amor do sim sem não.
E foi-se o trem - longa estrada...
Fica fumaça...

Carnaval 2015

Publicação by Ivana Moreira.

Voas minha pombinha
é carnaval
nos salões
nas ruas
marchinhas.
hinos e gritos.
Levas nas asas a festa
o belo rito.
És pomba da paz
alegria dos espíritos.
Sabes que a alegria tem fim
passaste todas as horas em transe
sonhaste em puro êxtase
viveste um paraíso interior.

André Anlub