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Mostrando postagens de Fevereiro 20, 2015

Das lágrimas e o Grande Joaquim Nabuco

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Das lágrimas
(André Anlub - 24/5/14)

Preciso de versos certos
De encaixes precisos,
Que construam uma obra prima
Da mais bela e enigmática.

Preciso da ideia no foco,
Estar sedento e famélico,
Lutando contra o branco do vazio
Sem armas ou mapas,
Sem asas endurecidas
Ou velas furadas.

Quero ouvir a verve gritando
Ao mundo, ao pouco,
Como louca rara
Que absorve a vida aos poucos.

Preciso da sua leitura
De corpo nu em noite tão escura
Que nem as estrelas deram as caras.

Preciso do deleitar dos olhos vexados,
Umedecendo e emudecendo,
Abertos, fechados,
Deixando cair suas lágrimas.



Edição Especial "Mulheres pela Paz" no Portal Fénix

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Venham ler os escritores/poetas no Portal Fénix:http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/PAZ/ED-ESPECIAL.htm

Dueto da tarde (LXXI)

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Dueto da tarde (LXXI)

As cores todas da cor nenhuma vêm ao sol, e no arrebol se fazem de rainha, pois ganham lampejos, ganham atenção e marcham pelos olhos e desejos alheios.
Por todos os meios seus receios são afastados para os lados da noite que também se foi.
Chegam a ser uma esplêndida e pitoresca alquimia visual que alguns atribuem aos 
Deuses, outros aos Duendes, alguns criticam apontando seus dedos, outros nem entendem...
Mergulham então na ansiedade indisfarçada: são cores do Não refestelando-se na possibilidade do Sim.
No abissal sempre haverá a esperança, pois se voa – se pousa; no breu total, além do medo, ninguém sabe ao certo o que pode encontrar. Só quem ousa.
Na ousadia ousa o dia pintar de muito o que nasceu há pouco. As cores do nada apostam e se postam numa frenética chuva, horizontal e vertical, de pingos coloridos ainda invisíveis até chegarem aos objetivos, vivos e práticos. 
Praticamente não praticam nada mais, não deixam para depois o que já coloriram antes, fundamente …