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Mostrando postagens de Fevereiro 23, 2015

Antologia da AVEC

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Dueto da tarde (LXXIV)

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Dueto da tarde (LXXIV)

O mal acordou criativo: fofocou, intrigou, polemizou, foi racista, preconceituoso e depois pediu desculpas. Pouco se pôde fazer com tudo que ele estava fazendo, contudo.
Nada mais é absurdo – basta pedir perdão; o bem ficou chateado e assume que perdoar é um dom, mas só quando provém do coração.
O coração provê, o coração vê pró: pró-libertação, pró-alívio, progresso.
Ao respeito o mal entrega o despeito, ao altruísmo a cobiça; não há preguiça no arremate de seus afazeres.
O mal trabalha, o coração também. O coração trabalha mal se desconsidera o mal que o faz trabalhar tanto.
Há ressalvas salvas: um sempre é vivo, o outro necessita cultivo; um faz o amado, o outro aversão; um põe fogo no circo, o outro provoca ovação; um vive sem o outro, já o outro não.
E enquanto viverem sem viver a completude absoluta, onde ninguém é nenhum e todos são tudo, discutirão espaços que não lhes pertencem.
Complacente e nem sempre sensato, sucinto, preciso, compreendido e domado é o coraç…

Armageddon II

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Armageddon II
(André Anlub - 7/4/13)

Caçadores de cobiças e amores perdidos,
Senhores dos seus projetos de ações duvidosas,
Jardineiro na ufania das flores de cera de ouvido,
Decifram a nostalgia de ocorrências rigorosas.

Lenhadores brutamontes, bruta montes
Com os seus machados cegos,
Filhos de escravas negras com índios...

São negros ou brancos, francos
Com seus olhos claros de guerra,
Sem ego, mas com a ganância de buscar o infinito.

Se a chuva de meteoros chegar em má hora
E quatro cavaleiros lhe derem guarida,
Com parcimônia de quem cultiva passiflora,
Empunha a espada, dá meia volta e procura saída.

Vivendo em um singelo passado do agora:
- é o azul que faz fronteira com um feio absurdo.

Os vieses que ecoam aos ouvidos de muitos,
Aquecem como o nome de Nossa Senhora.