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Mostrando postagens de Fevereiro 28, 2015

Ponderações

Publicação by MusicOff - La grande comunità online per musicisti.

- Tenho mente clara e aberta, alma e aura brancas e corretas, ninguém me desbanca. Não importa a cor da minha casca, sempre serei “camaleoa”; não me avalie, gosto de pessoas raras que não existem à toa.

- A vida é muito curta para entre uma rotina e outra ficarmos preocupados com hábitos rotineiros.

- Não vim ao mundo para durar; quem dura é pilha de marca e conselho de avó; vim ao mundo para fazer o que gosto, ser feliz e ter qualidade de vida à minha maneira. Vivo sem me preocupar com o tempo de estadia. 

André Anlub

Dueto da tarde (LXXIX)

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Dueto da tarde (LXXIX)

Cavalo selvagem procurando o vento da liberdade na liberdade do vento.
Campos verdes em ares puros tendem à sensação inócua de nada ocorrendo.
Nada ocorre mas tudo corre: as patas do ansioso devoram o chão de pedras, o chão de lama, qualquer chão.
No agito da passagem a calmaria afoga-se, o fogo envolve a cena da vida e enfoca-se no céu o pleno escarcéu.
As narinas nervosas perscruta: há sempre um mais além que pode ser o definitivo. Correr a ele, pois.
E o galopar antes e depois, ontem e hoje: há sempre a necessitada marchada, com a parada, descanso, sono e sonho.
A dança das crinas no ritmo irregular e nos beijos do vento cortante chega a seu corpo como uma carícia áspera.
Num relance saí da várzea um laço errante de moléstia e desatino, que se lança em alvoroço ao alvo no pescoço do equino.
Coisas do destino. Num desatino, ele quer ainda galopar, ginete dono de si mesmo, bebendo espaços com a força dos músculos jovens.
Mas o laço laça-lhe a pretensão, amarra-lhe a ousa…

Da arte

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Engatinho na escrita e na arte, feito criança sapeca, levada;  vou de encontro ao bolo ou a bola, entro de sola;  mergulho no sonho totalmente cego e sem ego, sem pretensão de ser nada. Lá no final de tudo, onde o grito é mudo, quem sobrevive é o talento.
Da arte (20/3/12)
Primeiro marquei meu horizonte Em um traço negro em declínio, Deixo a inspiração fazer domínio E depois me embriago na fonte.
Pintores são fantoches e fetiches, Sobem em nuvens, caem em piches; Respiram a mercê de sua cria, Bucólicos profetas à revelia.
Tudo podem e nada é temível, Nem mesmo perderem o dom, Sabem o quão infinito é o tom.
Seus corações de loucos palpitam E no cerne que eles habitam Saem às cores do anseio invisível.
A arte é muito além do coerente, é avesso e infinito,  é forma ou desforma;  a arte não se envolve com quaisquer opiniões,  existirá de qualquer forma.