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Mostrando postagens de Março 8, 2015

Dia Internacional da Mulher (parte IX)

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"No Dia Internacional da Mulher, espalhe histórias de vida de #SUPERMulheres, como a cantora Nina Simone!

Nina Simone é um dos ícones da música americana. Nascida Eunice Kathleen Waymon em Tryon, na Carolina do Norte, ela aprendeu a tocar piano aos 3 anos. Depois de se formar no ensino médio, conseguiu uma bolsa na conceituada Julliard School of Music, em Nova York, para ser uma pianista clássica. 

Mesmo trabalhando, Nina não conseguiu se manter na cidade e largou o curso. Voltou a morar com a família para juntar dinheiro e tentou entrar no Curtis Institute of Music, na Filadélfia. Segundo os relatos da cantora, ela teria sido rejeitada pelo simples fato de ser negra. 

Na década de 1950, ela passou a se dedicar a outros tipos de música, como o soul, o jazz e o blues. Na década seguinte, suas canções se tornaram importantes para espalhar as mensagens do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos."

Dia Internacional da Mulher (parte VIII)

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Hora do recreio
(André Anlub - 21/9/13)

Quem será o guardião desse coração 
Tão intenso, raro e quente?

Nesse vai e vem do povo
A cólera passa rente:
Tentando roubar o puro, 
Esconder o tesouro, 
Cavando um túmulo
E matando os loucos.

Tudo se transforma na fala
Da saliva da ponta da língua;
E na palma da mão que entorna a raiva,
Perdendo-se no céu anfitrião.

Sendo o alicerce mais forte,
Fez-se o castelo.

Nasce o coveiro que rompe vis elos,
Enterra as contendas, 
Encarcera o faqueiro que insiste no corte.

A verdade mostra pra que veio,
O ópio evapora na veia,
Surge a sorte pisando na morte,
Tornando o instante perfeito.

O som é mais ameno,
No feliz badalar dos sinos
Para a hora do recreio.

Dia Internacional da Mulher (parte VII)

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Para Sylvia (André Anlub - 15/4/12)
Abra a porta e deixe a felicidade entrar, Conte à ela toda sua vida e suas histórias, Fale de suas amarguras e vitórias... Convide-a para um chá, temos pão integral e frutas.
Que tal a deixarmos recitar um poema seu?
Fazer desse momento aquele que nunca se esqueça:
- Vamos Sylvia, então escolha você...
Assim, de repente, Sumimos para além dessa redoma de vidro, Para longe de uma coação em sua cabeça.
Diga em voz alta, exponha o que lhe faz falta!
- Abram todos, todas as janelas, Se for repressão ou depressão... Ainda não está fenecida.
- Faça as pazes com a vida, Invente que escrever é sua mazela.
- Coloque mais um prato na mesa, Mais lenha na lareira, Ajeite a cama... A alegria quer ficar.
- Sylvia, não se vá... As letras já estão em prantos.
Todas as pessoas que foram seus sufrágios, Agora estão deitadas Em posição fetal, Com olhos encharcados...
Olhando o além, Com suas poesias em mãos, Vivenciando o quão a vida é fatal, Descobrindo que nem a morte é em vão.
(e nos tempos atuai…

Dia Internacional da Mulher (parte VI)

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O viés de Inês (André Anlub - 4/12/14)
A padronização já estava imposta:  Olhos, altura, nariz, cabelo, dinheiro e muito mais... Atrás da porta Inês sorria aos mal bem amados; Pois Inês não carecia seguir quaisquer padrões.
O viés de Inês era fulgente, Destrinchava possibilidades de dedos apontados a ela, As indiretas não se criam, tampouco fulminações... Inês era osso, osso duro, salgado, forte, mas osso dos bons.
Na infância não se sabe exatamente qual seria sua história,  Mas jamais sujaram sua roupa com palavrões eloquentes. Gente simples, fiel e aberta, que sempre foi o que quis, Bebia água, café e cachaça no copo velho de geleia.
A masmorra foi anunciada para todos como um paraíso, Coberta de rosas pulcras, ostentações e múltiplos coloridos artifícios: - Como heras, vinham os amores por fora (trepando). - Como feras, vinham rancores oclusos (clamando). E como vinho, eram errantes inebriantes... Que, como antes, foram feridas no agora.
Travestida para sempre de “verdade” e “opinião”; A padronização e…

Dia Internacional da Mulher (parte V)

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Cotidiano (André Anlub - 28/11/10)
Com idade de ser um homem feito E com defeito que carregamos no peito, Faço uma rima com carinho e verdade E não imagino como seria de outro jeito.
E não aceito essa tal desigualdade, Com respeito durmo tranquilo no meu leito. Acordo às cinco horas com muita vontade, Faço um verso para alegrar o meu dia.
Vou correndo pra bendita labuta, Não vou xingado igual uns filhos da truta. Vou contente sabendo que mesmo tardio, O meu salário aparece no bolso.
O meu esforço jamais é a esmo, Minha índole continua um colosso. Por um momento paro e escrevo, Por um segundo paro e te ouço.
Dá-me um abraço e me deseje bom dia; Pego a marmita e encho de novo, Carne moída e um bocado de ovo, Para dar sustância e também energia.
Logo às seis horas largo esse batente, Vou ao dentista arrancar mais um dente; Chego em casa com uma fome danada, Marco presença com minha doce amada.

Dueto da tarde (LXXXVII)

No recinto o cheiro de café fresco no ar, a grade da cela carcomida pela ferrugem poderia estar pelo menos cromada, e minha pena a ser paga: dez anos. 
A liberdade poderia não ser este sonho perfurado de pesadelos que tento acalentar todas as noites e a paz de espírito poderia não ser esta guerra constante para não me envolver com guerras. 
É uma pena, pois todos os dias me pergunto se toda luta vale a pena; mas sei que a pena vence a espada.
Pelo menos quando a luta é no papel a pena vence a espada. E é para onde trago esta batalha diária, para ter chance de vencê-la.
Hoje faço uma linha do verso na linha de frente do prélio; sou um bom soldado e não durmo; os arqueiros estão a postos e as flechas, como pássaros insanos, voam sem rumo.
Melhor, lutaremos à sombra, dizem as minhas ingênuas esperanças. Dou-lhes asas como dou às minhas vigilâncias.
Amarrei meu novo livro em uma bela pipa, soltei-a por entre as grades e deixei o vento levá-la bem alto; fui dando bastante linha, e voam minhas li…

Dia Internacional da Mulher (parte IV)

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A tal da saudade
(André Anlub - 12/2/11)

De todos os sons
Nada mais valia;
Meu rock, meu jazz,
O doce do blues,
Nem qualquer feitiçaria.
Minha cara metade,
Cálida mulher,
Jardim de vida:
Ação – amor – afeição,
Motor propulsor
E motivação...
Fiel agasalho – elixir,
Sua voz é pronuncia,
Mel – música,
Que não canso de ouvir.

E as mulheres... (sempre lembradas)
Não há nada mais indomável
Do que uma mulher sem vaidade.