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Mostrando postagens de Março 14, 2015

Dia da Poesia...

14 de Março - Dia Nacional da Poesia

O Dia Nacional da Poesia é comemorado no dia 14 de março, data de nascimento de um dos maiores poetas brasileiros: Castro Alves.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-poesia.htm

Você sabia que a poesia nacional tem um dia no calendário dedicado a ela? Pois bem, não por acaso, no dia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia.

Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847. Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.

Nossa Literatura brasileira …

Dueto da tarde (XCIII)

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Dueto da tarde (XCIII)

Nada prática essa noite antipática que deixou minha empatia aperreada.
Praticou uma teoria de profunda nostalgia e depois, um tanto hipócrita, lembrou-me o juramento de Hipócrates.
Ela passou morosamente com a acrobática insônia “churrasqueira”, rolando o corpo de um lado para o outro e os olhos no relógio da cabeceira.
Marcação de tempo num compasso de agonia. Lentidão provocada pela sofreguidão: anda, anda, anda! Para onde?
Com o sol nascendo nascem olheiras, banho gelado, café e pão.
O sol nascer é outra história, inacreditável no meio da noite, quando parece que nunca mais vai haver sol.
Queria pesadelos, mortos puxando meu pé, tempestades de neve, chuvas de granizo; queria até o guizo da cobra ou o grunhido do porco, tudo se dormisse um pouco.
Com o sol nascendo, morrem os mortos que a noite não enterra, acendem-se luzes que a noite desconhece. 
A vida outra vez brota bela e pede o abrir das janelas não se importando com os fantasmas notívagos.
Janelas abertas, fanta…

Árvore de Josué

Publicação by Cris Pereira.

Árvore de Josué
(18/10/12)

Isolado no deserto, na sombra da grande árvore de Josué,
Escrevo alguns singelos rabiscos líricos...
Com o pensamento em nossa casa, lá, distante,
Em nossos cães correndo, deselegantes...
Vindo de encontro a você.

Por um instante a alma estacionada aqui se eleva
- Não há treva nem angústia.
Sinto meu corpo a acompanhar
Por dentro de memórias - sublimes histórias.

Sentindo o belo em todos e em tudo,
Caminhando na chuva por cima de um arco-íris sem cor,
Surdo para qualquer som absurdo...
Um banho de chuva e de glória.

Estou no alto e vejo-me pequenino sentado,
Estendo as mãos e solto um dilúvio de letras,
Estas se unem formando versos - eles se casam como uma bola de neve...
Banham meu corpo deixando-me ainda mais extasiado.

São dois de mim que se completam,
Ilustrei para expor como me sinto;
O porre de absinto de inspiração
Fez banho de chuva no verão.